quarta-feira, 12 de outubro de 2011

33ª Festa da Polenta - Venda Nova do Imigrante ES

Um pouco da história da Festa da Polenta
A ideia foi de padre Cleto Caliman. Nos dias 7, 8 e 9 de setembro de 1979 aconteceu a primeira festa numa estrutura improvisada no pátio do Colégio Salesiano (hoje Fioravante Caliman). Um público de cerca de 150 pessoas, formado pelas famílias de Venda Nova, degustou a polenta e outros pratos típicos.

De acordo com o relato de um grupo das cozinheiras pioneiras, as irmãs Haydee e Carmem Feitosa prepararam em casa o capelete para 200 pessoas. Os outros pratos foram preparados em um fogão improvisado e servidos no almoço: galinha, batata, arroz, e, é claro, polenta. Na verdade, o encontro mais pareceu uma prévia do que se tornaria, ao longo dos anos, a Festa da Polenta.

A primeira Festa da Polenta de fato aconteceu no Colégio Salesiano, quando foi realizada a primeira missa da Festa com a participação do Coral Santa Cecília. Dona Erlinda Falqueto Caliman, com sua experiência de cozinhar para uma grande família, ficou durante cinco anos à frente da cozinha, junto com Alcino Falqueto, Rafael Zandonade, Angelina Brioschi, Aniceta, Lúcia, Enedina, Cacilda Caliman e outras.

A cozinha era precária. O fogão era um amontoado de quatro pedras, com a chapa que Erlinda levava de sua própria casa, e a cobertura da cozinha era de lona, o que a tornava um verdadeiro forno.
A partir da sexta festa, Rafael Zandonade ficou durante três anos à frente. Ele substituiu o arroz do prato pelo macarrão. Depois Dona Cacilda Caliman Lorenção enfrentou o comando dos fogões durante mais três anos, seguida de Idalete Falqueto (e o esposo), que até hoje estão na equipe. A equipe da cozinha, hoje com cerca de 150 voluntários, tem três coordenadores (um para cada dia de festa) e um geral.

As atrações das primeiras festas se limitavam às apresentações do Coral Santa Cecília, ainda em atividade. Como a comunidade sempre foi muito religiosa, uma missa sempre fazia parte da programação.

A Festa da Polenta seguiu durante muitos anos no pátio do Colégio Salesiano e, com o aumento do público, veio a necessidade do crescimento estrutural e organizacional. Em 1991, o evento ganha personalidade jurídica. Em 1995, construído pela Municipalidade, o Centro de eventos Padre Cleto Caliman passa a abrigar a Festa da Polenta e os demais eventos da cidade.

A Festa da Polenta é organizada e executada por cerca de 1.000 voluntários distribuídos em dezenas de equipes. De cunho filantrópico, após o evento, realiza-se uma assembleia. Neste dia, diante dos associados, a diretoria presta contas e submete o evento a uma avaliação, quando é definida a distribuição dos recursos arrecadados paras as entidades filantrópicas da saúde, assistência, segurança, educação e cultura.



Associação Festa da Polenta - Afepol
De dois em dois anos, os associados da Afepol elegem uma diretoria. Esta diretoria é responsável pelas principais decisões e organização das equipes, por meio de seus coordenadores. As assembleias gerais são anuais, logo depois do evento, quando a diretoria presta contas e submete o evento a uma avaliação. Na ocasião, é definida a distribuição dos recursos arrecadados paras as entidades filantrópicas da saúde, assistência, segurança, educação e cultura.

O presidente e o vice são eleitos pela assembleia de dois em dois anos. Eles convocam voluntários para integrar a diretoria nas funções de secretário, diretores e vice-diretores.

Objetivo: Cultura, Voluntariado e Filantropia 

O objetivo da Festa da Polenta é resgatar e manter viva a cultura do imigrante italiano que colonizou Venda Nova há mais de 100 anos. Ao festejar o alimento que até hoje faz parte da vida das famílias dos descendentes, enaltecemos a música, as danças, as vestes e outros aspetos. Também colocamos diante dos olhos da atual geração e dos visitantes todos os costumes de uma época muito difícil e que deixou muitos ensinamentos.Um dos ensinamentos foi a união e o voluntariado. A família que terminava primeiro o seu serviço na lavoura ajudava a outra e tudo terminava numa grande festa. Assim verdadeiros mutirões tornavam mais leve a árdua luta do dia-a-dia. A força do voluntariado ergueu importantes obras comunitárias e transformou a história do lugar.

Grande parte dos recursos gerados pelos voluntários, que se mobilizam para fazer a Festa da Polenta acontecer, é distribuído entre importantes entidades beneficentes de Venda Nova: Hospital, Apae, Casa da Cultura, Coral Santa Cecília e outros. Uma parcela serve de fundos para a Afepol promover projetos culturais durante o ano e servir de suporte para impulsionar a próxima Festa da Polenta.

Como acontece a Festa da Polenta
O trabalho de preparação da Festa é um ciclo, envolvendo os colaboradores durante todo o ano. Por isso é difícil definir seu início e fim. Assim que termina uma edição todos os voluntários são convocados para uma assembleia. A pauta é a avaliação dos resultados, definição da distribuição dos lucros entre as instituições e determinação de um fundo de reserva. Nessa mesma reunião, são eleitos o presidente e o vice, que formam a diretoria que fica no comando do biênio.

A equipe central começa a se reunir a partir de março, quando são discutidas as diretrizes da Festa da Polenta. Em maio e junho, volta a se reunir com cada chefe de equipe para verificar as falhas da festa anterior e discutir alternativas, desencadeando assim todo o processo de realização do evento. A diretoria cultural começa a fazer contatos com os conjuntos para definir as atrações importadas de outras cidades e estados. Na ocasião, são abertas as inscrições para as candidatas à eleição da Rainha da Festa da Polenta.

Com a programação pronta, no mínimo três meses antes da Festa, a equipe de divulgação se encarrega de distribuir os cartazes e convites para diferentes regiões do Estado e do país. Concorrências são realizadas para definir os principais fornecedores, como cerveja, refrigerante, macarrão, queijos, carnes, vinhos, etc. Um mês antes da festa, a equipe de infraestrutura começa a definir o material para a montagem dos palcos, coberturas, barracas e outros.

Nas semana da festa, o barulho é total. Um corre-corre acontece no Centro de Eventos. A cozinha recebendo os mantimentos, macarrão, queijos, carne de galinha, linguiça... o bar, organizados as cervejas, refrigerantes, gelo. A equipe financeira, montando os caixas e preparando sua estrutura com computadores, máquinas de calcular e outros.

E a festa acontece...

Fonte: http://www.festadapolenta.com.br/v2/index.php


Eu já fui:

Estava ansiosa para conferir a Festa da Polenta, pois só conhecia  a "fama"!!!
Chegando na cidade existe um grande letreiro sob a rodovia, a foto está um pouco escura (tirei na volta):

                                                              Foto: Érika Mezabarba

Chegamos em Venda Nova no sábado pela manhã, aproximadamente umas 10h, conhecemos um pouco da cidade... claro que escrevi sobre Venda Nova, mas em outro post:

http://capixabaquersairdecasa.blogspot.com/2011/10/venda-nova-es.html

Assim que chegamos já era possível notar o clima de festa, pois acontecia o Desfile do Queijo Gigante, desfilava pela cidade também a rainha da Festa da Polenta (juntamente com a 1ª e 2ª Princesa); um carro engraçado (movido a pedais que levava um barril de shop)... entre outros!

 
Desfile do queijo gigante
Foto: Érika Mezabarba


 
Desfile do queijo gigante
                                                                                  Foto: Érika Mezabarba 

                                                                                 Desfile do queijo gigante                                                                
                                                                                  Foto: Érika Mezabarba
 
Uma pena que eles passam muuuuito rápido, "mais parecia uma corrida que um desfile"! Foi engraçado... para eu tirar essas fotos dei uma volta completa por toda a cidade correndo atrás do cortejo!!! kkkkkk Imaginem a cena!!! kkkk

As minhas amigas conseguiram tirar foto com a polentinha, eu nem tive tempo para isso rsrs, essa polentinha era a "estrela da festa", disputadíssiiiiima e ela também estava se desmanchando para acompanhar a corrida e tirar foto com os fãs, tadinhaaaa!!!

                                                                Desfile do queijo gigante   
                                                                                      Foto: Érika Mezabarba

A corrida deu fome, vamos almoçar? Fomos para o Centro de Eventos onde acontece a Festa. O Centro de Eventos é amplo, bem estruturado, equipado com vários palcos, lixeiras, banheiros limpos e vários stands com opções de comidas típicas, produtos caseiros, artesanatos...

                                                                                       Centro de Eventos
                                                                                       Foto: Érika Mezabarba

                                                                Centro de Eventos
                                                                                      Foto: Larissa Comério


                                                                                    Centro de Eventos
                                                                                    Foto: Érika Mezabarba

Pagamos R$10,00 pela entrada (esse valor é só para entrada), lá dentro você paga o que consome, o prato típico por exemplo custava R$10,00. Mas existem outras opções como porções individuais à base de polenta, macarrão, etc... Além de vinho, shop, doce caseiro, chocolate etc..

   Prato típico
     Foto: Érika Mezabarba 

                                                                  Polenta frita
                                                                                  Foto: Érika Mezabarba 

Enquanto almoçamos ouvimos musiquinha ao vivo, durante a sobremesa apreciamos apresentações de danças com o grupo: Flores da 3ª idade.

  Foto: Érika Mezabarba 

                                                            Foto: Érika Mezabarba

E enquanto a gente se diverte muita gente trabalha firme! É o caso dessas duas jovens:

                                                            Foto: Érika Mezabarba 

elas são voluntárias da Festa da Polenta e sabem a importância desse trabalho para as Entidades que recebem recursos do Evento. Parabéns à vocês e demais voluntários por essa linda doação! Isso faz com que a Festa da Polenta seja tão especial.
Nota-se no sorriso de cada voluntário a alegria em fazer parte desse momento, a disposição deles, o carinho com que trabalham! Não é uma festa comercial é uma festa que além do objetivo cultural têm como finalidade ajudar ao próximo!

                                                                Foto: Érika Mezabarba

                                                                                     Foto: Érika Mezabarba

O tombo da polenta... eu não sei explicar e não imagino o que aconteceu, mas o horário divulgado para o tombo na programação era 14h, depois que muitas pessoas (inclusive eu) estávamos posicionadas em local estratégico para fazer "a foto", notamos uma plaquinha com os horários que informava 15h.
Então imagino que por algum motivo o tombo sofreu alterações rs. Por isso próximo as 15h retornei... estava lá novamente, dessa vez em um local não tãaaao estratégico, mas estava lá!!!!
Eis que surge um mágico na frente da panela e começa a fazer uns números, parecia que ele falava para nós (pessoas ansiosas pelo tombo da polenta), mas como ele não tinha microfone e estava no mesmo nível que nós (pessoas ansiosas pelo tombo da polenta), pouca mágica deu para ouvir, ver ou entender rsrsr, sei que vi umas argolas e até pombo teve! Inclusive sugiro que na 34ª festa esse mágico use um microfone e suba em um banquinho kkkkkkk haaa e que solte a pomba prestes ao momento da virada do tacho!!!! Ia ficar legal!!!!!

                                                                 Foto: Érika Mezabarba

Sai o mágico.... entra a rainha e as princesas da festa, milhares de flash, de fotos... o caldeirão começa subir, a multidão começa a gritar... todo mundo emocionado inclusive eu! Nunca imaginei que ver um caldeirão gigante de polenta virando, seria tão emocionante na minha vida, sério mesmo!!!

Foto: Érika Mezabarba


Quero voltar lá com a família, minha mãe com certeza vai chorar rs. E ano que vem quero comer a rapa da polenta, porque rapa de polenta é uma delíiiicia, imagina essa gigante? Mas dizem que é super disputado, eu saí para ver o corte do queijo gigante e não vi a disputa!
                                                                                   Foto: Érika Mezabarba
Aliás... o queijo gigante também poderia ficar em um local de maior destaque na Festa (com mais elevação) para facilitar a visão do público! Quase virei polenta me espremendo para ver o tombo da polenta e depois o corte do queijo!


                                                               Corte do queijo gigante
                                                                                   Foto: Érika Mezabarba

                                                             Corte do queijo gigante
                                                                                  Foto: Érika Mezabarba

Gente.. e as criancinhas? Noss... vestidas à caráter, eu não poderia deixar de falar delas, lindaaaasss, as roupas pareciam delas, caíam tão bem, tão natural! Adorei as criancinhas; adorei a polenta; adorei o trabalho dos voluntários; me emocionei com o tombo (snif, snif), gostei de tuuuudo!!!

 
Foto: Érika Mezabarba
 

 
Foto: Érika Mezabarba
 

                                                                Foto: Érika Mezabarba

Deixo meus parabéns especial aos voluntários!
E toda a população de Venda Nova por essa lindaaa festa!

                                                                Foto: Larissa Comério

Um beijo para as amigas que me acompanharam no passeio: Larissa e Érika (xará).
Um beijo para os primos que moram na cidade: Elaine, Du e Arthuzinho!!!

Venda Nova do Imigrante - ES

História
A primeira colonização do vale do rio Castelo, afluente do Itapemirim, se deu no início do domínio português, através de entradistas que buscavam as tão afamadas minas de ouro e de esmeraldas. Já no século XVII, o entradista Pedro Bueno Cacunda descobriu as chamadas minas do Castelo, nome que se originou, provavelmente, da visão que os exploradores, que vinham do leste, tiveram do portentoso Forno Grande. Formaram-se, de pronto, cinco povoações mineradoras: Barra do Rio Castelo, ou Duas Barras, com Matriz dedicada a Nossa Senhora da Conceição das Minas do Castelo, Caxixe, Arraial Velho ou Batatal, Salgado e Ribeirão do Meio ou Prata.

Com a proibição real de exploração das minas, pena de degredo em Angola e perdimento dos bens, dada em 1710, por ordem de El-Rei D. João V, assim como os ataques dos índios puris, os moradores voltaram à foz do rio, de onde tinham vindo, ali fundando a Vila do Itapemirim. Carta régia de 1816 (quando a família real se encontrava no Brasil e desejava fomentar o processo do Espírito Santo) determinou que as minas fossem reativadas, o que fez renascer o interesse pela região. Na mesma época, o governador Francisco Alberto Rubim abriu estradas de trinta e duas léguas (192 km) cortando a região, pela serra, e ligando Vitória a Mariana, em Minas Gerais. À margem desta estrada, no Vale do Jucu fundou-se a primeira colônia imperial do Estado – Santa Isabel – e no território hoje de Conceição do Castelo, em 1845, o aldeamento Imperial Afonsino, destinado à catequese dos puris, empreendimento que não foi adiante.

Entrementes, o chamado "refluxo das Bandeiras" trouxe milhares de mineiros e sua escravaria, em busca de terras virgens, para plantio de café na região. Grandes famílias se fixaram no vale do Itapemirim e seus afluentes, como os Esteves de Lima, os Teixeira, os Monteiro da Gama, os Ferreiras de Paiva, os Paula Campos, todos luso-brasileiros. Em 1882 começaram a chegar, na região, emigrantes italianos, principalmente do Vêneto e do Trento. O Governo Imperial havia mudado a legislação da imigração, extinguindo as colônias imperiais, em que o imigrante comprava um lote, de modo que os recém-vindos se acomodaram trabalhando como meeiros, nas fazendas de café então existentes, como substitutos da mão de obra afro-brasileira.

Com a abolição da escravidão e exaustão da terra de solos pobres e ácidos (é sabido que o café deseja sempre terra nova ou bem adubada) muitas das fazendas de café do Alto Castelo foram praticamente abandonadas, e alguns fazendeiros as dividiram em lotes que foram, em sua maioria, comprados por imigrantes italianos, que assim realizavam seu sonho de se tornarem pequenos proprietários. Durante meio século o isolamento foi a tônica de vida desses pioneiros bravos e trabalhadores. Castelo que era distrito de Cachoeiro de Itapemirim, com a inauguração da Estrada de Ferro, em 1887, num ramal da linha tronco que demandava Espera Feliz, em Minas Ferais, passou a centralizar o comércio de café da região, e com isto se emancipou, em 1928, da antiga sede.

Conceição do Castelo e Venda Nova pertenciam a Castelo, único centro comercial a que estavam ligadas através de estrada de chão, construída nas serras pelos próprios moradores. Não havia, portanto, grandes perspectivas de progresso para pequenos produtores locais. No entanto, em 1957 inaugurou-se, no eixo leste-oeste, (o mesmo da Estrada do Rubim) a Br 262, de Vitória a Belo Horizonte (futuramente até Campo Grande em Mato Grosso do Sul) a qual, passando por Venda Nova, favoreceu seu rápido crescimento. Em 1963, uma grande campanha popular vitoriosa permitiu a criação do Município de Conceição do Castelo, que Venda Nova era Distrito. Porém, o crescimento de Venda Nova foi tão espetacular que, em pouco, sobrepujava a sede, e transformou-se em Município, em 10 de maio de 1988.

Com a fé reconhecida de seu povo, em sua maioria Católico Apostólico Romano (a cidade forneceu à Igreja muitos Padres e Freiras), com seu pioneirismo na agroindústria, com seu comércio progressista, VENDA NOVA DO IMIGRANTE caminha, a passos seguros, na estrada larga do progresso, encarando, confiantemente o futuro. A história e as histórias de Venda Nova do Imigrante foram contadas, com humor e carinho, pelo saudoso escritor Senhor MÁXIMO ZANDONADI.

Criação do Distrito e Emancipação política
No início da década de 1960 Venda Nova era apenas uma comunidade, formada por mais de 90% de descendentes de italianos, que já aspiravam o sonho de um dia se emancipar. Esta região pertencia ao Município de Castelo e já naquela época a comunidade de Venda Nova tinha representantes na Câmara de Vereadores, pois precisavam defender os interesses do nosso povo, que sofria as mais duras dificuldades. A luta incansável em busca do desenvolvimento unia cada vez mais as pessoas, pois já tinham a certeza de que para se conseguir um lugar no espaço era de fundamental importância agregar forças e agir com sabedoria e inteligência. Foi quando o nosso saudoso Américo Comarela e o Sr. Anécio Paste, em agosto de 1963, na qualidade de Vereadores da Câmara Municipal de Castelo, apresentaram, com o apoio dos demais Edis, um Projeto de Resolução criando o Distrito de Venda Nova. Em 1964, Conceição do Castelo se emancipou de Castelo e na sua área foi incluído o Distrito recém criado de Venda Nova. Este foi o primeiro e importante passo em uma estrada não muito fácil de percorrer, mas com a certeza de que no final dela o sonho se concretizaria.

As pessoas unidas defendiam suas ideias e lutavam em busca dos interesses da coletividade, enquanto que a consciência política foi ganhando espaço e se fortalecendo em todos os setores. O crescimento acelerado da economia, e, o desenvolvimento na região foi tão espetacular que, em pouco, sobrepujava a sede, elevando a receita aos patamares que davam suporte para o então Distrito de Venda Nova se auto-sustentar como Município. Foi então que em meados da década de 1980 os movimentos se intensificaram ainda mais na região, pois todos os moradores viam o crescimento fluir a paços largos e aquela comunidade distrital merecia ser premiada com a sua emancipação. A realização do Plebiscito atendeu a vontade popular, e a Lei nº 4.069, de 06 de maio de 1988, elevou o Distrito de Venda Nova à categoria de Município. Esta vitória representou, sem sombra de dúvida, a soma do esforço conjugado da coletividade, que sempre pautou pelo trabalho e pela união dos grupos sociais na vida em comunidade, dinamizando os esforços em favor dos interesses e do bem comum.

O processo de emancipação de uma cidade é lento e nem sempre fácil de se conquistar. Depois desse benefício, a luta é intensa em busca dos projetos direcionados ao crescimento e que venham sustentar toda uma comunidade. Venda Nova do Imigrante herdou dos seus antepassados a conquista dos objetivos alcançada com o trabalho e a união de um povo. Após a concretização deste fato inédito, no dia 1º de janeiro de 1989 foi instalado o Poder Legislativo e Executivo. Visando fortalecer ainda mais os laços democráticos, vislumbrando maior atendimento às reivindicações dos seus moradores, e tendo como representantes na 1ª Legislatura dois Vereadores da Comunidade de São João de Viçosa, Cleto Venturim e Dejair Vazzoler, foi apresentado um Projeto de Lei, assinado por todos os Vereadores, criando o Distrito Administrativo de São João de Viçosa. Esta Lei nº 016, sancionada no dia 09 de agosto de 1989, fez valer mais uma vez a vontade popular. O povo, unido em comunidade, terá força e voz para vencer todos os obstáculos. Com os seus representantes na Câmara Municipal o interesse da coletividade é prioridade sempre.

Desde a sua instalação, esta é a primeira vez que a Câmara Municipal de Venda Nova do Imigrante realiza uma sessão, ainda que solene, em uma comunidade. Este acontecimento inédito vem marcar uma convivência mais próxima entre o Poder Legislativo e o munícipe vendanovense, mais especificamente com o povo de São João de Viçosa, fortalecendo ainda mais os laços da democracia. Aproximar Vereador e munícipe é o objetivo principal dessa sessão, para que haja uma interação mútua e as pessoas possam conhecer de perto o real papel do Vereador, enquanto este terá a oportunidade de conhecer melhor as questões que envolvem a comunidade.

A Câmara Municipal de Venda Nova do Imigrante soube imprimir na gerência do Poder Público Municipal a prática de buscar o desenvolvimento tendo como base a sociedade organizada. Cada passo caminhado e cada passo que se propõe são o resultado de uma busca coletiva, de um compromisso firmado para que a finalidade seja conquistada, mas com a garantia do resgate e da preservação da cultura de um povo. A Câmara Municipal legisla e fiscaliza conforme a vontade da coletividade, pois o espírito comunitário é o que dá sustentação para as ações políticas e administrativas em Venda Nova do Imigrante.

Significado do Nome:
Venda Nova já tinha este nome antes de os imigrantes chegarem à região. No período em que os portugueses eram donos das grandes terras, havia um casarão antigo que funcionava como casa de comércio e armazém para mineradores. Essa casa, apesar de velha, era chamada de venda nova, já que havia uma outra venda, mais antiga, que ficava em outra localidade.Quando as pessoas queriam ir à região onde ficava a venda mais antiga, elas diziam que iam para a venda velha e quando iam para as redondezas da venda mais nova, falavam que estavam indo para venda nova, e assim surgiu o nome do lugar.

Agroturismo
O Agroturismo surgiu em Venda Nova do Imigrante a partir do costume dos imigrantes de receber pessoas em casa sejam elas familiares ou amigos. Essas pessoas além da hospedagem podiam saborear vários produtos caseiros que eram feitos a princípio para uso doméstico e ao partirem a família que os hospedava oferecia esses produtos para que os visitantes pudessem levá-los como lembrança ou para presentear alguém na cidade. Sendo assim o tempero a arte e as tradições foram se difundindo. Mais tarde descobriu-se que esses produtos poderiam ser mais uma fonte de renda uma vez que eram apreciados e com isso os produtores começaram a vendê-los em suas residências dando início à indústria caseira que começava a contribuir com a renda da casa. Dentre estes produtos típicos destaca-se o tradicional vinho de jabuticaba fabricado há mais de 30 anos com a receita tradicional dos antigos imigrantes.

Principais Pontos Turísticos:
Família Carnielli
Em 1986 a família Carnielli funda a primeira agroindústria destinada à fabricação de queijos. Na Propriedade da Família Carnielli o turista pode presenciar desde a ordenha à produção final recebendo informações de como tirar o leite funcionamento do sistema de gado confinado além do beneficiamento de café arábica. Há degustação de queijos e café e venda de vários tipos de queijos lingüiças doces pó de café e o tempero dos queijos.
Como chegar: Rod. Pedro Cola KM 4 Horário de funcionamento: todos os dias de 7:00 h 17:30 h Telefone: (28) 3546 1272

Fazenda Saúde ( Família Caliman)

Oferece Pesque-pague e restaurante com comidas típicas como a famosa polenta feitas no fogão à lenha área de lazer e fonte de água mineral. O turista pode adquirir vários produtos como: licor e vinho de jabuticaba tomate seco e polenta para fritar.
Como chegar: Rod. Pedro Cola Km 4 mais 02 km Horário de funcionamento: sábados domingos e feriados 10:00 às 17:00 h Telefone: (28) 3546-1528 Grupos – marcar data caso queira durante a semana.
Fazenda Pindobas ( Família Cola)
A Fazenda é muito conhecida por seus queijos e iogurtes. O queijo parmesão já ganhou prêmio em concurso nacional em 2000. Oferece um roteiro de visita pela fazenda mostrando o manejo do gado Nelore e Pardo-Suíço e do moderníssimo laticínio com capacidade de processamento de até 12 mil/litros por dia. Vende vários tipos de queijos como: mussarela bolotinha minas frescal e padrão prato lanche e cobocó ricota e parmesão.
Como chegar: Rod. Pedro Cola km 08 Horário de funcionamento: Seg a Sex 08:00 às 17: 00 h Telefone: (28) 3546-6111
Família Sossai Altoé
Nesta propriedade a maior atração é a visita ao alambique - fabricação artesanal da cachaça Venda Nova. Há também a venda de doces cristalizados geléias conservas picles mel açúcar mascavo pães e biscoitos. Além de fubá de moinho de pedra.
Como chegar: Rodovia Pedro Cola km 1 mais 600 metros de estrada de chão Horário de funcionamento: todos os dias de 07:00 às 17:00h Telefone: (28) 3546-1786
Sítio Lourenção (Família Lourenção)
Famosa no Estado dona Cacilda - personagem de Venda Nova recebe todos os visitantes com muita alegria e simpatia. O Socol (embutido feito com lombo de porco e envolvido numa pele que vem da Itália) tomate seco e cachaça com malte são algumas das delícias encontradas por lá. Visitas à plantação orgânica de brocólis goiaba e lixia ( fruta exótica saborosa originária da China)
Como chegar: BR 262 no km 102 Horário de funcionamento: todos os dias 07:00 às 17:00 h Telefone: (28) 3546-1130

Sítio Busato (Família Busato)

Queijo tipo suíço parmesão ricota iogurte feijão pó de café fubá de moinho de pedra e açúcar mascavo podem ser encontrados nesta fazenda. Visita ao alambique de fabricação artesanal da Cachaça Teimosinha com produção de 12 mil litros por ano.
Como chegar: Rodovia Pedro Cola km 4 5 Horário de funcionamento: todos os dias 07:00 às17:00 h Telefone: (28) 3546-1956
Sítio Retiro do Ipê (Família Brioschi)
Biscoitos caseiros vinho de jabuticaba e doces. Como chegar: Rodovia Pedro Cola km 06 Horário de funcionamento: Todos os dias 07:00 às 17:00 h Telefone: (28) 3546-1024
Centro de Desenvolvimento Sustentável Guaçu Virá.
Métodos ecologicamente corretos e financeiramente viáveis. Produção de pizzas. Como chegar: BR 262 km 98 mais 10 km pela Rodovia dos Produtores – São José do Alto Viçosa Horário de funcionamento: Todos os dias 08 às 17:00 h Telefone: (28) 3546-1436
Casa do Mel
Mel própolis bolos e pães. Acessórios para jardim. Como chegar: Av. Domingos Perim 1226. Horário de funcionamento: Todos os dias 08 as 17:00 h. Telefone: (28) 3546-1705
Associação das Voluntárias em Prol do Hospital Pe. Máximo
Artesanato em tecido em geral em benefício às atividades do Hospital. Como chegar: Horário de funcionamento: Segunda a Sexta das 12 às 17:00h. Telefone: (28) 3546-1470
Loja do Agroturismo
Venda de produtos variados de todos os associados do AGROTUR – VNI. Como chegar: BR 262 km 103 – Anexo ao Hotel Alpes Horário de funcionamento: Todos os dias 08 às 17:00 h Telefone: (28) 3546-2317
Sitio Altoé (Família Altoé)
Tia Cila pioneira na fabricação de biscoitos bolos doces e macarrão. Tia Cláudia – artesanato variado em tecido e madeira de café e doces biscoitos. Como chegar: Rod. Pedro Cola km 01 - Horário de funcionamento: todos os dias 07 às 17:00 h - Telefone: (28) 3546-1128
Sítio Capril (Carmem Altoé)
Venda de leite de cabra e derivados (incluindo sabonete e licor) até 10 pessoas Como chegar: Av. Domingos Perim 181 - Horário de funcionamento: todos os dias 07 às 17:00 h - Telefone: (28) 3546-1239
Orquidário Caliman (Sávio Caliman)
As orquídeas nativas do Espírito Santo são famosas no mundo por apresentarem rica microflora. São mais de 12 mil variedades de orquídeas e bromélias naturais e híbridas que podem ser visitadas em grupos de até 12 pessoas.
Como chegar: Estrada de Lavrinhas km 01 - Horário de funcionamento: todos os dias 08 às 17:00h - Telefone: (28)3546 1136 - Em todas as propriedades há necessidade de marcar data para grupos de turismo. Caso seja passeio individual ou familiar não há necessidade.
Turismo de aventura
Venda Nova é conhecida pelas boas conhecida para a prática de esportes radicais. Conhecida como capital capixaba do motociclismo sedia a Etapa do Campeonato Brasileiro de Enduro de Regularidade e o campeonato estadual que acontecem durante o Enduro da Polenta em fevereiro.
A primeira versão do Enduro da Polenta aconteceu no ano de 1989 por iniciativa de um grupo de amigos esportistas. Estes motociclistas organizaram o Trail Clube da Mata Atlântica que organiza o evento todos os anos que a cada Enduro recebe mais competidores de todo Brasil.
O município possui bons locais também para o vôo livre - são quatro rampas. A Pedra do Já 7 no km 108 da BR 262 é um mirante com rampa para vôo livre. O acesso é somente para veículos pequenos com tração.
A Pedra do rego símbolo da cidade é um dos pontos mais altos com 1.441 metros de altitude excelente para prática de trekking. O Morro do filete com 1.110 metros de altitude abriga mirante e rampa de vôo livre e também boa para rappel com visão privilegiada da Pedra Azul e Forno Grande.
Mirante da Torre de TV
Com 1.189 m vista panorâmica da cidade e ponto de decolagem de asa-delta.
Serra do Engano
Estrada sinuosa cercada por Mata Atlântica chegando a 1.548 m avista-se o Vale de Lavrinhas.
Cachoeira de Alto Bananeiras
Possui sete quedas dágua entremeadas à Mata Atlântica.
Formações Rochosas
Grandes paredões e maciços que circundam o município entre os quais a Pedra do Rego (símbolo do município) com 1.445 m a Pedra do Campo (1.548m) a Pedra do Já Sete (1.211m) as Serras da Povoação e do Rego.

Igreja de N. Sr.ª. de Penha
Localizada em Pindobas construída por volta de 1895 é a mais antiga do município.
Casa da Cultura
Seu museu conta com um acervo de 600 peças além de auditório e pequeno cinema. Telefone: (28) 3546-1425
Oficina de Artesanato
Exibe peças feitas em mármore e granito feitas por crianças carentes como águias tucanos peixes e outros. Telefone (28) 3546 3062.



Eu já fui:
A população é de aproximadamente 20.948 habitantes, cidade maravilhosa de um povo receptivo, alegre e muito feliz. Famosa pela Festa da Polenta, que conheci e relatei no blog:



 Foto: Érika Mezabarba

                                                                 Foto: Larissa Comério

Para quem gosta de desfrutar a natureza a cidade oferece muitos atrativos. O agroturismo é forte na região, várias famílias tradicionais abriram suas fazendas para receber os turistas!

                                                                     Foto: Érika Mezabarba

Recomendo uma visita na lojinha de  agroturismo da cidade, lá você também encontra informações turísticas.

                                                                      Foto: Érika Mezabarba

 
Acesso:
Castelo (ao sul) Afonso Cláudio (ao norte) Domingos Martins (a leste) e Conceição do Castelo (a oeste). Acesso Rodoviário: BR-262 - BR-116 - ES-166 - ES-472
Distância da Capital: 83 km

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Câmara dos Deputados aprova desconto de 50% para jovens

O projeto ainda precisa ser votado no Senado e, caso seja modificado pelos senadores, voltará à Câmara antes de seguir para sanção da presidente da República

 

Agência Estado

Desconto de 50% nos preços de entrada em eventos e meia-passagem nos transportes intermunicipais e interestaduais, independentemente da finalidade da viagem, estão garantidos para os jovens estudantes no Estatuto da Juventude aprovado nesta quarta-feira (05) pela Câmara. O jovem é considerado no texto como toda pessoa de 15 a 29 anos. O direito a meia-entrada em todo o País em eventos de entretenimento e lazer, além dos de natureza artístico-cultural, coloca mais um ingrediente na discussão envolvendo os preparativos da Copa do Mundo de 2014 e a resistência da Fifa em aceitar desconto nos ingressos para os jogos.

O projeto ainda precisa ser votado no Senado e, caso seja modificado pelos senadores, voltará à Câmara antes de seguir para sanção da presidente da República. A relatora do Estatuto da Juventude na Câmara, deputada Manuela D'ávila (PcdoB-RS), afirmou que a legislação é para o Brasil de todos os dias e não para um evento em particular. "Se houver, por parte do governo a intenção de restringir esse direito, será específico para a Copa do Brasil", argumentou. Atualmente, a meia-entrada segue leis de cada local.

A proposta aprovada tem a concordância do governo, que participou das articulações para fechar o texto que foi à votação. "Para nós, gestores, é um amparo legal para fazer com que o tema avance. O Estatuto cria condições para fazermos com que as políticas da juventude aconteçam", afirmou a Secretária Nacional de Juventude da Secretaria Geral da Presidência da República, Severine Macedo, que acompanhou a votação na Câmara. A secretária informou que o texto incorporou sugestões do Conselho Nacional da Juventude.

Na Câmara, estudantes aplaudiram a aprovação. "É uma janela que se abre. É um novo patamar para novas políticas públicas no País", disse o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) Daniel Iliesco. No Brasil, 55 milhões de pessoas estão nesta faixa etária considerada jovens, segundo Manuela D'ávila. A faixa etária de 15 a 29 anos, segundo a deputada, segue o padrão da Organização das Nações Unidas e da emenda constitucional da Juventude.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Táxi acessível vai completar dois meses e já conquistou a aprovação dos usuários

Elizabeth Nader
Paulo Oliveira, Taxista Acessível ajudando cadeirante entrar em táxi acessível
O taxista Paulo César Oliveira da Silva obteve bons resultados

Implantados há quase dois meses, os táxis acessíveis fazem toda a diferença na locomoção dos usuários de cadeira de roda. A demanda superou as expectativas e os taxistas que apostaram no investimento estão satisfeitos.
O taxista Paulo César Oliveira da Silva fala dos bons resultados que obteve. "Quando comecei, os colegas de praça diziam que eu transportaria um cadeirante por mês. Na verdade, eu transporto de três a quatro por dia e estou muito satisfeito", conta.
Para o secretário de Transportes, Trânsito e Infraestrutura Urbana, Domingos Sávio Gava, o resultado é muito gratificante. "Foram meses de trabalho e empenho da equipe. Continuaremos monitorando a demanda e, se for necessário, incluiremos mais táxis acessíveis na frota", diz.
Para os usuários o novo serviço significou liberdade. O taxista Paulo conta que um usuário solicitou o serviço e pediu que ele circulasse pela cidade, porque há anos ele não fazia isso. "São pessoas que precisam de atenção e eu sempre procuro atender da melhor forma possível", diz
A usuária do serviço Ana Marízia Perini Santos também está muito satisfeita com o serviço, que passou a utilizar quando a mãe, idosa, realizou uma cirurgia e precisou se locomover com cadeira de roda.
"O serviço está aprovadíssimo. O preço é o mesmo do táxi comum, o atendimento é ótimo e o conforto é muito maior. Nos veículos comuns, o cadeirante tem que ser retirado da cadeira de rodas no colo e colocado dentro do carro sob risco de sofrer lesões", diz ela.
O serviço entrou em operação no dia 9 de agosto deste ano e a frota atual conta com nove táxis. Os carros são adaptados para o transporte de cadeira de rodas e os taxistas são capacitados para o atendimento.
O serviço atende, prioritariamente, pessoas com mobilidade reduzida (pessoas com deficiência, idosos, obesos, entre outros) que utilizam sua própria cadeira de rodas, mas não é exclusivo para esse tipo de público podendo atender ao chamado de qualquer pessoa, se estiver livre.
Os táxis acessíveis tem ponto livre e o valor da tarifa não sofre alteração. O serviço pode ser acionado pelos telefones:
Permissão Telefone
0462 9265-7081
0463 9791-0505
0464 9844-6050
0465 9881-6569
0466 8874-9239
0467 9852-8844
0468 9828-7044
0469 3043-0732
0470 7813-9917


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Jovens contam com espaço de interação social e cultural

Samira Gasparini
jovens com fones de ouvido utilizam o computador

Fernanda Neves
Mulher Cantando e Tocando Guitarra no Centro de Referência da Juventude

Inaugurado em 2006, o Centro de Referência da Juventude (CRJ) é um espaço de interação entre jovens da Capital. As atividades oferecidas são baseadas em quatro pilares fundamentais - convivência, formação, informação e expressão -, reconhecendo os jovens como protagonistas nas definições das ações voltadas para eles.
Resultado do Orçamento Participativo da Juventude, o CRJ oferece atividades de lazer, cultura, esporte, arte, música, atendimento psicossocial, discussão e formulação de políticas públicas.
O Centro também proporciona aos jovens sessões gratuitas de filmes. Com data previamente marcada, o Cineclube Kbça exibe filmes brasileiros e estrangeiros. Além disso, o espaço tem estúdio aberto para ensaio de bandas musicais e possui um telecentro, no qual os jovens podem acessar a internet gratuitamente.
Para tirar dúvidas sobre sexualidade, emprego, família e outros assuntos, meninos e meninas também podem participar do Papo Jovem, com psicólogos e assistentes sociais.
Atualmente, o espaço oferece aos jovens oficinas de bateria, inglês, teatro, grafite, forró, capoeira e break.

Como participar

Para participar das atividades do CRJ, o jovem interessado deve ter entre 15 e 29 anos e comparecer ao local para preenchimento da ficha de cadastro. É necessário apresentar comprovante de residência.

Onde fica o CRJ

Centro de Referência da Juventude
Endereço: Avenida Vitória, 1.320, Ilha de Santa Maria.
Telefone: (27) 3132-4042
Horário de funcionamento: segunda a sexta- feira, das 8 às 21 horas.


Hidroginástica, na Praia da Costa, é mais que atividade física para idosos

Texto: Lívia Albernaz / Fotos: Lucas Luscher

  

Eles estão na melhor idade e cultivam momentos de troca de experiências, descontração, música e interação, além de manter a boa forma. Preocupados com a saúde, vários idosos praticam, todos os dias, na Praia da Costa (Pedra da Sereia), hidroginástica com a professora Aureny Simões, em um projeto ligado à Secretaria de Ação Social e Cidadania (Semas).

Há 15 anos praticando hidroginástica na praia, os idosos colecionam histórias e fazem das aulas bons momentos, como é o caso de Roseana Brandão. “Estou aqui há cinco anos e é sensacional. É uma turma incrível e conviver diariamente com essas pessoas me faz um bem enorme. Nós cantamos, rimos e celebramos a vida”, disse ela.

Dona Nilda Rodrigues é outra que demonstra muita alegria e disposição. “Estou aqui há dez anos e não gosto de perder a aula. E eu adoro o mar. O dia que não tem aula eu venho aqui só para admirar esse local maravilhoso.”

A professora Aureny conta que é graduada em atividades aquáticas e diz que é um prazer dar aula para a melhor idade. “Sou professora há 15 anos e luto pelos meus alunos. Agradeço a Prefeitura, a Secretária de Ação Social, pelo apoio.”

As aulas são realizadas de segunda a sexta, às 8 horas, e o programa tem o objetivo de desenvolver o condicionamento físico dos alunos da terceira idade.

Comemoração
No dia 1º de outubro, a turma vai comemorar o Dia Internacional do Idoso, data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), na tenda montada na Praia da Costa. O encontro promete um dia agradável e de muita festa para uma galera que nunca perde o ritmo e a alegria de viver.
Mas informações: 3388-4158

Informações à imprensa:
Assessoria de Comunicação Semas
Lívia Albernaz
liviaalbernaz@vilavelha.es.gov.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
(27) 3149-7923

Fonte: http://www.vilavelha.es.gov.br/Notícias/Geral/15145-hidroginastica-na-praia-da-costa-e-mais-que-atividade-fisica-para-idosos.html

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Projeto Estação Porto terá parceria do Estado

Criado em 2006, o projeto acontecia no galpão Armazém 5 do Porto de Vitória, no Centro

gazeta online

foto: Divulgação
Estação Porto
Estação Porto


Após um ano fechada, a Estação Porto, no Centro de Vitória, vai passar por uma reestruturação e será reaberta na segunda quinzena de novembro deste ano. A informação é do secretário de Cultura de Vitória, Alcione Pinheiro, que divulgou a novidade durante o programa CBN Vitória, desta quarta-feira (07).  O retorno será graças a uma parceria da Prefeitura de Vitória com o governo estadual.

Segundo Alcione, a parceria da prefeitura foi firmada nesta terça-feira (6) durante uma reunião com o secretário de Estado de Turismo, Alexandre Passos, e com o secretário de Estado da Cultura, Frei Paulão, a pedido do governador Renato Casagrande.


"Queremos que a Estação Porto, que já marcou uma geração, vire um point do Estado novamente. Vamos até o final do ano que vem sem interrupção", contou Alcione. De acordo com o secretário, a intenção é de promover eventos para públicos de até 2 mil pessoas no local.

O Projeto Estação Porto está parado desde outubro de 2010, em que foi realizada a 6ª Edição do Festival Nacional de Teatro "Cidade de Vitória". O espaço, que era alugado, passou a ser definitivamente da Prefeitura de Vitória. Para retomar o projeto, será realizada uma obra de reestruturação interna que irá durar cerca de um mês e meio.

Novos espaços culturais

Além da retomada do Projeto Estação Porto, no próximo dia 5 de novembro será entregue o Tacredão, que entra no circuito cultural de Vitória.


 

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Vitória: Da colonização à expansão. Conheça os pontos e monumentos que contam quase meio milênio de história

Débora Herzog
Redação Folha Vitória
Impossível não se encantar com as belezas de uma das capitais mais encantadoras do País. Porém, poucos moradores e turistas sabem a história que existe por detrás de cada rua ou ponto turístico da ilha de Vitória. Com inúmeras riquezas e atrativos culturais, a Capital do Espírito Santo comemora 460 anos nesta quinta-feira (08).
 
A maioria dos monumentos foi construída entre os anos de 1908 e 1912. Até as décadas de 30 e 40 tudo girava em torno do Centro e da Vila Rubim. Logo depois do período da colonização, inúmeras fortalezas foram construídas para evitar o contrabando e os ataques às regiões de minas. Além disso, soldados foram designados para proteger o ouro e as riquezas do Estado. 
 
A capital conhecida por muitos como “Cidade Presépio” recebeu o apelido por ser muito bonita e iluminada. Quando aqui chegavam ainda no período da colonização, os tripulantes dos navios ficavam encantados com as belezas da ilha.
 
Para homenagear a cidade, o jornal on-line Folha Vitória procurou a ajuda do historiador e professor aposentado, Gabriel Bittencourt, para elencar os lugares que contam quase meio de milênio da história da capital conhecida como Ilha do Mel. Embarque nessa viagem pelo tempo e conheça os detalhes da biografia de Vitória.   
 
Ponte Florentino Ávidos
Foto da esquerda: Divulgação PMV. Foto da direita: Divulgação Secom

Foi a primeira ligação da ilha com o continente e significou um avanço da economia do Estado para o comércio exterior. Também conhecida como Cinco Pontes, ela foi inaugurada em 1928 e até hoje liga a Capital do Estado ao município de Vila Velha. Foi construída para fins comerciais, principalmente para o escoamento do café. 

Estrada de Ferro Vitória a Minas  
Construída para desbravar os sertões de Colatina até Minas Gerais em 1903, a estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) é a única atualmente que realiza viagens diárias e de longa distância no Brasil. O trecho percorrido pelo trem passa por cidades históricas dos dois estados e a viagem de 664 quilômetros de Belo Horizonte a Vitória tem duração de 13 horas.
 
Vários produtos, entre eles o minério de ferro, eram inicialmente transportados pelos caminhões, que encareciam o preço final por conta dos altos valores dos fretes. A construção da ferrovia diminuiu os custos e incentivou a criação de várias cidades, principalmente na região do Vale do Aço, em Minas Gerais.

Cine Teatro Glória
Foto da esquerda: Divulgação PMV. Foto da direita: Lucas Rodrigues

Um dos símbolos de lazer na década de 20, o prédio do antigo Teatro Glória foi a primeira construção com cinco andares da cidade. O local foi projetado pelo arquiteto alemão Ricardo Wright e apresenta uma mistura de estilos arquitetônicos.
 
Atualmente o prédio passa por uma reforma para a instalação do Centro Cultural Sesc Glória. A obra começou em 2009 e prevê a reestruturação do espaço que terá sete andares e contará com cybercafé, livraria, galeria de arte, restaurante, cinema, biblioteca, bar, mirante e jardim no terraço.

Porto de Tubarão
 
Localizado no final da praia de Camburi, o Porto de Tubarão foi construído pela Companhia Vale do Rio Doce em 1962 para escoar a produção de minério de ferro do Estado. O local permite o acesso de navios de grande porte e se destaca como o maior porto de exportação de minério de ferro do Brasil.

Porto de Vitória
O mais antigo porto do Estado foi construído no século XX visando a expansão comercial, principalmente para o escoamento do café. Antes de sua construção, os imigrantes que chegavam ao Estado tinham que desembarcar no meio da baía. Em 1860, quando Dom Pedro II visitou o Espírito Santo, foi criado o Cais do Imperador, local onde atracavam os navios menores. 
 
Apesar de também ter exportado outros produtos, entre eles madeira e açúcar, o Porto de Vitória sempre foi cafeeiro por excelência. Atualmente, a diversificação e a expansão econômica desenvolveram o comércio de várias mercadorias, mas até o século XX o café representava cerca de 94% da economia capixaba. 

Baía de Vitória
 
Representava a segurança da ilha e era utilizada para as primeiras navegações. A região favorecia o comércio porque os navios que entravam no porto ficavam protegidos.

Penedo de Vitória
 
Apesar de estar localizada em Vila Velha, a pedra do Penedo foi tombada como patrimônio natural de Vitória e é um dos cartões postais da ilha. Ela mede 136 metros de altura.

Palácio Anchieta
Foto da esquerda: Divulgação PMV. Foto da direita: Bruno Coelho

Um dos grandes cartões postais da capital, o Palácio Anchieta foi construído inicialmente para ser um colégio para os jesuítas no século XVI. A construção guarda o túmulo simbólico do padre José de Anchieta e serve de sede do Governo Estadual desde o século XVIII. Até 1760 o local abrigou o Colégio de São Tiago, que era mantido pelos jesuítas.
 
Aeroporto de Vitória  
Com a expansão da aviação na década de 40, os investimentos ficaram voltados para essa área, principalmente do setor militar. Assim, o desenvolvimento de Vitória expandiu-se para a região de Goiabeiras.
 
No local onde atualmente é o Aeroporto Eurico de Aguiar Salles funcionava o Aeroclube de Vitória na década de 1930. Em uma fase inicial o aeroporto teve apenas uma pista de terra batida. A pista de cimento foi criada durante a Segunda Guerra Mundial, em 1943.
 
Porém, a inauguração oficial do aeroporto só aconteceu em 1946, quando uma parceira entre o Brasil e os Estados Unidos resultou na elaboração de um projeto de ampliação.
 
Saldanha da Gama
Fotos: Divulgação PMV

A construção de um forte de madeira e palha em 1582 serviu para a defesa da capitania do Espírito Santo de possíveis invasões. Vinte anos depois, com a construção do Forte São João, foram colocados os canhões que até hoje são vistos no local.  
 
Já no século XX, um dos pontos de encontro dos capixabas e visitantes era a casa de diversão Trianon, que foi construída em cima das ruínas do forte. A falência de seu proprietário é atribuída à inauguração do Hotel Majestic, em 1926, que passou a atrair a preferência de vários hóspedes importantes. Depois disso, a construção passou a ser a sede do Clube de Regatas Saldanha da Gama. 

Palácio Domingos Martins  
O prédio que abrigou a Assembleia Legislativa por 88 anos foi construído em 1912. A área que se destacou como cenário cultural e político da capital servirá de sede para a nova biblioteca pública municipal. 

Vila Rubim
Marco na história de Vitória, a Vila Rubim também é chamada de “Cidade de Palha” porque os casebres construídos no local na década de 20 eram cobertos de palha. Atualmente, a região se destaca pelo comércio, principalmente de peixe, temperos, artigos religiosos e produtos típicos do Estado.
 
Cemitério de Santo Antônio  
A região de Santo Antônio foi escolhida para a construção do cemitério no século XIX depois que foi proibido o enterro de pessoas em igrejas por conta dos altos índices de mortes por epidemias. O Cemitério de Santo Antônio foi o mais importante do século XX, principalmente depois que foram inauguradas as linhas de bondes elétricos que iam até o bairro.
 
Possivelmente a região foi escolhida por ser afastada do Centro de Vitória e por acolher várias irmandades. 

Parque Moscoso
Por muitos anos, o Parque Moscoso foi um dos grandes atrativos de lazer para os capixabas. Ele foi criado em 1908 depois que a área de manguezal foi aterrada. O mais antigo parque de Vitória foi inspirado nas transformações arquitetônicas vividas por Paris e pelo Rio de Janeiro na época.
 
A construção considerada belíssima para a época contava com lago artificial, pontes e estátuas com motivos gregos. Anos mais tarde o parque ganhou uma concha acústica, que já foi palco de vários shows, e uma escola infantil.

Cais do Avião  
Até as décadas de 30 e 40 do século XX, uma região nas proximidades do bairro Santo Antônio serviu como o Cais do Avião. O local funcionou por nove anos e foi uma das primeiras ligações aéreas de Vitória com o resto do país. Atualmente um restaurante funciona no local.

Praça Costa Pereira 
 
Fotos: Divulgação PMV

Fotos: Divulgação PMV

Fotos: Divulgação PMV

Com o objetivo de rivalizar o Parque Moscoso, a Praça Costa Pereira é uma homenagem ao presidente da Província do Espírito Santo entre os anos de 1860 e 1863, José Fernandes Costa Pereira Júnior.
 
Considerada o coração da cidade, a área onde atualmente está construída a praça era totalmente banhada pelo mar antes de ser aterrada.

Igreja Nossa Senhora do Rosário
 
Erguida no século XVIII, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário foi tombada pelo Patrimônio Histórico e mantém suas características originais. É dela que sai todos os anos a procissão de São Benedito, uma das mais tradicionais de Vitória.
 
Com o roubo da imagem de São Benedito do Convento de São Francisco no início do século XIX, proibiu-se a saída da imagem em procissão e ela foi levada para a Igreja do Rosário.

Teatro Carlos Gomes  
Fotos: Divulgação PMV

O teatro mais antigo do Estado abriu as portas pela primeira vez em 1927 depois de herdar as colunas do antigo Teatro Melpômene, demolido após um incêndio. Ele foi projetado pelo arquiteto André Carloni e teve como primeira encenação a peça “Verde e Amarelo”.
 
Só em 1970 o teatro foi reinaugurado e recebeu o lustre no centro do teto e uma pintura de Homero Massena. Em 1983, ele foi tombado pelo Conselho Estadual de Cultura. As fachadas foram novamente restauradas em 2004 e o Teatro Carlos Gomes se reafirmou como um importante centro cultural do Estado.
 
Píer de Iemanjá
 
Localizado na praia de Camburi, o monumento inaugurado em 1988 foi feito em homenagem a Iemanjá traz a reprodução da imagem dela com braços abertos e vestes azuis.

Ponte da passagem
Foto: Divulgação PMV

A Ponte da Passagem foi construída em 1930 para ligar os moradores do continente aos habitantes da ilha. Com o crescimento dos municípios da Grande Vitória, ela chegou ao máximo de sua capacidade e foi necessário construir uma nova ponte em 2010.
 
Com 55 metros de altura, o que equivale a um prédio de oito andares, a nova ponte tem 270 metros de extensão, com 22,2 metros de largura. Os 32 cabos de aço, produto símbolo da produção e da exportação do Estado, sustentam dois tabuleiros suspensos a oito metros do espelho d'água para viabilizar, no futuro, a passagem de embarcações pelo canal da Passagem.
 
Escadarias  
Fotos: Divulgação PMV
Escadaria Carlos Messina

Além de servirem de acesso à Cidade Alta, as escadarias construídas no Centro de Vitória embelezaram a cidade. Destaque para a Escadaria Maria Ortiz, que recebeu o nome em homenagem a um dos maiores ícones das lutas contra os invasores holandeses; a Escadaria São Diogo, que liga a Praça Costa Pereira à Cidade Alta e foi construída no local onde existia o antigo Forte de São Diogo; a Escadaria Bárbara Lindemberg, que fica em frente ao Palácio Anchieta; a Escadaria Dr. Carlos Messina, localizada perto do Centro de Saúde do Parque Moscoso; a Escadaria São Bento, que liga a rua Nestor Gomes à antiga Igreja da Misericórdia; a Escadaria Djanira Lemos, que faz a ligação entre a Avenida Jerônimo Monteiro e a rua Wilson Freitas, e a Escadaria Maria de Oliveira Subtil, que dá acesso ao Hospital Santa Casa de Misericórdia.

Capela de Santa Luzia  
Fotos: Divulgação PMV
Considerada por historiadores a construção mais espetacular do início de Vitória, a Capela de Santa Luzia é a edificação mais antiga da cidade. A capela foi erguida em cima de uma pedra no século XVI, antes mesmo da fundação da capital, na região hoje conhecida como Cidade Alta. Ela fazia parte das terras da fazenda de Duarte Lemos.

Praça do Papa
Com uma visão privilegiada para a Capital, a Praça do Papa foi construída em homenagem à uma missa celebrada no local pelo papa João Paulo II em 1991. A área conta com restaurantes, área de eventos e parque infantil.

Convento de São Francisco
 
Fotos: Divulgação PMV

Situado na Cidade Alta, o Convento de São Francisco mantém preservado o sino, a fachada, as colunas e a muralha. O local começou a ser construído no final do século XVI e foi o primeiro a ter abastecimento de água na Capital. Até 1908 funcionou um cemitério municipal nas proximidades do convento.
 
Várias irmandades já usaram o local, que também funcionou como orfanato, rádio, colégio e enfermaria para atender vítimas de epidemias. Atualmente, o convento abriga entidades ligadas à Igreja Católica.
 
Catedral Metropolitana de Vitória

 
Foto da esquerda: Divulgação PMV. Foto da direita: Secom 

Substituiu a Igreja Matriz de Vitória e é muito importante para a preservação da memória da cidade. Símbolo da arquitetura história da ilha, a catedral começou a ser construída em 1920 e as obras só foram concluídas 50 anos mais tarde. Os vitrais, que são o destaque da construção, foram doados por várias famílias e religiosos. No subsolo há uma capela onde estão enterrados alguns antigos bispos do Estado.
 

 
Considerada por historiadores a construção mais espetacular do início de Vitória, a Capela de Santa Luzia é a edificação mais antiga da cidade. A capela foi erguida em cima de uma pedra no século XVI, antes mesmo da fundação da capital, na região hoje conhecida como Cidade Alta. Ela fazia parte das terras da fazenda de Duarte Lemos.
Fotos: Divulgação PMV