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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Conheça o Parque Botânico Vale

Inaugurado em 2004, o Parque Botânico Vale em Vitória localiza-se no Brasil, Estado do Espírito Santo. Com área de 33 hectares, o parque está inserido no Cinturão Verde da Vale e mostra aos visitantes o processo de restauração florestal e conservação da Mata Atlântica, além de estabelecer a integração entre a comunidade e a Vale.
O parque possui flora diversificada com mais de 140 espécies de árvores, tais como pau-brasil, jacarandá e ipê, além da fauna silvestre, como caticoco, gambás, saguis e várias espécies de aves que podem ser vistas em cinco trilhas ecológicas. O orquidário possui cerca de 500 mudas nacionais e internacionais. 

O Parque Botânico Vale conta com uma infraestrutura para visitação e eventos com anfiteatro, salas de aula, parque infantil, estacionamento e módulos temáticos retratando o bioma do Espírito Santo e o ciclo do minério de ferro. Mensalmente, o parque oferece aos visitantes e universitários uma programação diversificada que busca difundir a cultura regional
 Jardim Sensorial  
Com o objetivo de promover um verdadeiro encontro com a natureza, a Vale desenvolveu o Jardim Sensorial. O espaço conta com uma estrutura que explora e estimula os cinco sentidos do ser humano. Para atender todos os visitantes, os orientadores do Parque Botânico Vale em Vitória receberam treinamento em Libras, a linguagem dos sinais utilizada por pessoas com deficiência.


Eu já fui:

O Parque Botânico Vale é uma das coisas bonitas que temos na Grande Vitória e que poucas pessoas conhecem, perguntei muitos conhecidos e raros são os que já foram. Com certeza por falta de divulgação, ou até mesmo pela falta de sinalização, para encontrar nós "rodamos" bastante com o carro!!!

Bom.. lá é super organizado, bonito, bem cuidado, possui estacionamento, sanitários (limpos), cantina, parquinho, biblioteca, jardim sensorial (não vi)... Aliás, deveria existir um mapa do Parque logo na entrada, para facilitar a localização do Jardim sensorial por exemplo!

Essa é a guarita que fica na entrada:



Esse lago lindooooo, considero a parte mais charmosa:



Todo o parque é cercado por essa cerca "marronzinha"; depois de alguns "esporros" do guarda percebemos que a cerca demarca a área permitida e proibida para pedestres:


Bom... Nessa área onde também tráfega veículos, eu concordo com a "cerquinha", afinal traz mais segurança. Mas o Parque quase todooooo? Inclusive impedindo acesso às sombras gostosas de muitas árvores, só por causa da grama?
Essa é a parte chata, quando você menos imagina tem um guarda te chamando a atenção, e eles não são nada delicados: "Vocês acabam de invadir uma área de reserva, se invadirem novamente vocês serão proibidos de entrarem no Parque novamente".
Pensei: Haaa.... pronto está explicado... derrepente é por isso que poucas pessoas frequentam o local, deve ter muita gente "fichada" nesse parque pelo fato de caminhar na grama!!! kkkkk Como disse o Gotardo "Na Europa os parques são todos gramados e as pessoas têm livre acesso, porque a grama do Brasil é proibida?


Esse vagão desativado ficou bem bacana e adivinhe o que tem dentro? Uma biblioteca!!!! Uaaa isso mesmo, uma biblioteca, legal né? Mas eu acho que não é permitido ler os livros do lado de fora :(

 





Um ótimo passeio para fazer com criança (desde que ela não saia correndo pela grama), muitas faziam a festa no parquinho e nesses brinquedos de madeira rústica.
Não sei se dá para fazer pic-nic já que não pode pisar na grama!!! :(
Local gostoso para namorar também!



A cantina aparece no fundo, atrás da plaquinha de adversão (que pede adivinha o que?):



Chega de protesto sobre a grama... já desabafei... Agora o protesto do horário: Fechar às 17h em pleno horário de verão? É uma maldade muito grande com as criancinhas que estão se divertindo e inclusive com as modelos que estão aproveitando a luz da tarde para fazer seus books!

Modelos? Isso mesmo... por ser um parque muito bonito, é super, ultra utilizado para ensaios externos, eu vi cada foto lindaaaaa nos sites de fotógrafos: noivas, gestantes, crianças, 15 anos, modelos... 
Não resisti e decidi fazer umas fotos minhas lá também, para deixar você morrendo de vontade de pousar para alguns cliques, uma prévia das fotos: 




 




Para quem quizer ser modelo por um dia, indico um excelente casal de fotógrafos: Tayrine e Gotardo http://raracena.wordpress.com/ Eles arrasam na fotografia contemporânea!!!
São lindos, super simpáticos, espontâneos, de bem com a vida... e o mais importante "super profissionais"! Aproveito para mandar um super beijo para eles!! Agradecer a paciência rs, o carinho e desejar que o sucesso continue sempre!!!

Micaelem obrigado por ter fotografado o Parque!!!!


Acesso:
O trânsito estava impedido a partir de um determinado ponto na beira-mar, por isso não conseguimos seguir as orientações do site da VALE e nos perdemos!! rsrsr Então... descobrimos um caminho alternativo: Ao final da Praia de Camburi (sentido Vale mineradora), dobre à esquerda (última entrada do bairro Jardim Camburi), você vai passar em frente ao Rancho Beliscão, vai seguir reto, após um semáfaro você começa encontrar sinalização para o condomínio "Atlântica Ville", dirija-se rumo à esse condomínio, até encontrar uma ladeira, a entrada do parque esta no início dessa ladeira.


Funcionamento:
Terça a domingo das 08h às 17h
Avenida dos Expedicionários, s/n - Jardim Camburi – Vitória/ES
Informações e agendamentos: (27) 3333-6200
Trilhas: 8h30, 9h30, 14h e 15h.

Visita orientada à área industrial de Tubarão - 8h30, 9h30, 14h e 15h30.
Nas trilhas ecológicas, o visitante deve trajar calça e sapatos fechados. Nas demais dependências, é permitido o uso de bermudas e sapatos confortáveis para caminhada.
Crianças com menos de cinco anos não podem fazer a caminhada nas trilhas, tendo como opção as outras atividades recreativas do parque.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Vitória Design: artes integradas

Vitor Lopes
Mulher entra em edifício que será sede do Espaço Vitória Design

Em 2010, durante a Conferência Nacional de Cultura, o Ministério da Cultura aumentou a sua aproximação com três áreas de manifestação artística: moda, design e arquitetura. As produções desses segmentos passaram, definitivamente, a ser consideradas manifestações da identidade brasileira e, por isso, devem ser contempladas nas ações de instituições que fomentam e apoiam a cultura.

Em sintonia com esse novo pensamento, a Secretaria de Cultura de Vitória lançou o projeto do Espaço Vitória Design, que é um dos centros pioneiros na divulgação da história e das manifestações que envolvem a área.

O Espaço Vitória Design visa a promover, valorizar e documentar o impacto das expressões humanas realizadas por meio dessa atividade nos âmbitos regional, nacional e mundial, enfocando sempre a contribuição brasileira ao universo de criação do design.

Uma das atividades desenvolvidas será o levantamento da história do design gráfico, por meio de grandes nomes dessa área, seus principais trabalhos, suas principais técnicas, e apresentá-los ao público com informações pesquisadas e colocadas em suportes digitais interativos, projeções, aplicativos multimídia e jogos.

Biblioteca de Patrimônio Histórico e Cultural


O Espaço Vitória Design comporta a Biblioteca Setorial de Patrimônio Histórico e Cultural, que funciona de segunda a sexta-feira, das 9 às 16 horas.
As visitas para pesquisa devem ser previamente agendadas pelo telefone ou pessoalmente e o pesquisador não poderá retirar os livros para empréstimo. A consulta é somente no local. Não é necessário cadastro.

Inicialmente, o acervo conta com 100 livros específicos na área de Patrimônio, mas a ampliação de títulos disponíveis vem sendo feita através de doações de órgãos estaduais e federais. Há publicações da Unesco, do IPHAN, do governo do Estado e de historiadores locais, assim como material de audiovisual e projetos desenvolvidos na mesma área e revistas.

Onde fica o Espaço Vitória Design

Endereço: Praça Ubaldo Ramalhete, no Centro de Vitória.
Horário de funcionamento: segunda a sexta-feira, das 9 às 16 horas.
Telefone: (27) 3132-8383.

Fonte: http://www.vitoria.es.gov.br/semc.php?pagina=espacovitoriadesign

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Parte da história de Marataízes é resgatada com reabertura do Palácio das Águias

"Eu tenho mais de 300 fotos em casa, que mostram como o Palácio das Águias estava - em ruínas, abandonado. Quem vê agora como o imóvel ficou fica sem palavras para descrever. O sonho que parecia tão remoto, tornou-se real", falou emocionada Ivilise Soares, neta de Guilherme Soares, que era um dos proprietários do Palácio.

Durante a solenidade de inauguração das obras de restauro do Palácio das Águias, Ivilise acrescentou que ela já está se movimentando com a comunidade para criar uma Associação de Amigos do Palácio das Águias. "Temos que apoiar, fiscalizar e preservar tudo isso que o Governo do Estado nos proporcionou", ressaltou.
O casarão, com 127 anos de histórias pra contar, recebeu visitas de outros descendentes da família Soares, e também de autoridades como o governador Paulo Hartung, e a secretária de Estado da Cultura, Dayse Lemos.

"Já estamos providenciando um projeto de recuperação do Trapiche, grande marco da navegação fluvial do Estado, que foi construído pelo Barão de Itapemirim, na década de 1860. Juntos, os monumentos destacarão todo o valor histórico do balneário", disse Dayse Lemos.

E ressaltou que o "Palácio das Águias tem vocação para ser referência cultural do litoral sul capixaba. Além do restauro, demos ao imóvel uma destinação nobre. Aqui funcionará a Biblioteca Municipal", ressaltou a secretária.

Biblioteca modelo

A Biblioteca Municipal, que antes funcionava em um espaço provisório, está sob cuidados do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas do Espírito Santo (SEBPES). Uma equipe especializada, em constantes visitas ao município, organizou, analisou, e fez uma triagem no antigo acervo.

Como o espaço do Palácio das Águias é amplo, foi possível montar uma estrutura semelhante à da Biblioteca Pública Estadual. O acervo será todo organizado em divisões: de obras gerais (literatura clássica e contemporânea); de coleções especiais (com setor de obras raras e valiosas, infanto-juvenil, e documentação capixaba); e de periódicos (jornais e revistas). "É a primeira Biblioteca Municipal a ser dividida dessa forma. Os investimentos feitos no espaço farão com que ela se torne referência. Será uma biblioteca modelo, disse Rita Maia, gerente do SEBPES, e diretora da Biblioteca Pública Estadual.
O Governo do Estado, também em parceria com a Prefeitura de Marataízes, já está providenciando a aquisição de mais 1.500 títulos. Somado com a quantidade de livros já existentes, a Biblioteca disponibilizará, em breve, para a população, um acervo de três mil obras.

Também seguindo orientação do SEBPES, a Biblioteca Municipal de Marataízes, assim como outras de 13 municípios do Estado, inscreveu um projeto no edital "Mais Cultura de Apoio a Bibliotecas", do Ministério da Cultura. Foi contemplado, com outras nove bibliotecas capixabas, e receberá R$ 160 mil para fazer melhorias no acervo.

Restauro

A obra, realizada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, em parceria com a Prefeitura Municipal de Marataízes, teve investimentos de R$ 629 mil. O projeto de restauro do Palácio das Águias foi elaborado por Cora Augusta Duarte Aguieiras - arquiteta urbanista, que respeitou as características originais do casarão.

A construção de um só pavimento sobre porão alto, tem suas quatro fachadas dispostas de forma a serem bem visíveis. Sua planta, em formato de "L", tem divisão interna tradicional para as moradias da época: parte social na frente, íntima no centro e de vivência nos fundos, com um corredor central que dá acesso a todos os cômodos. Originalmente em alvenaria de barro, suas paredes foram construídas diretamente sobre as rochas. O piso e o forro são de madeira, exceto no anexo de serviço (cozinha, banheiros e lavanderia), onde o piso é de ladrilho hidráulico.

O telhado representa, talvez, o único vestígio do edifício colonial original do século XIX. Possui estrutura em quatro águas e é coberto com telhas de barro tipo marselha e enquadramento em madeira.

A fachada de entrada do Palácio apresenta uma platibanda (que emoldura a parte superior de um edifício e tem a função de esconder o telhado) delineada com motivos abstratos e pictóricos. É formada por três frontões caracterizados por formas retilíneas e curvas.


História do Palácio das Águias

O Palácio das Águias tem origem numa edificação simples do século XIX. Seus primeiros proprietários foram Alfredo e Manoel Duarte. Provavelmente serviu como pouso de tropeiros nessa época.

Em 1903, foi adquirido pelo negociante português Simão Rodrigues Soares. Remodelado, o edifício se tornou uma luxuosa residência, chamada de Palácio das Águias por causa de duas esculturas colocadas no telhado, em homenagem aos filhos homens de Soares.

Além das águias, a casa recebeu fachadas em estilo eclético, e dois leões ladeando a escadaria na parte frontal. Até a década de 20 do século passado, o Palácio das Águias se destacava como uma magnífica edificação, palco de históricos encontros políticos durante a Primeira República.

Como patrimônio cultural do Espírito Santo, o conjunto arquitetônico formado pelo Palácio das Águias e pelo Trapiche passou por processo de tombamento, registrado na Resolução n° 01/1998, do Conselho Estadual de Cultura.

Informações à imprensa:
Assessoria de Comunicação/Secult
Larissa Ventorim
(27) 3636-7110 / (27) 9902-1627
comunicacao@secult.es.gov.br
Fonte: http://www.secult.es.gov.br/?id=/noticias/materia.php&cd_matia=2637