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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Cachoeira da fumaça - Alegre

 HISTÓRIA

"Distante 4 léguas desta povoação (Alegre) acha-se, no braço sul do Rio norte ou Itapemirim, a Cachoeira da Fumaça, assim denominada por causa da neblina, que sobre ela se eleva.

Tem na sua 1ª capadupa, segundo se calcula 275 braças de altura, e 100 a 2ª do principio da qual as ágoas precipitadas da 1ª resvalão estrepitosamente para o abismo.

Na 1ª correm as ágoas velozmente por entre alcantilados penhascos como uma entumecida massa espumosa, semelhante na cor ao leite; e na 2ª as ágoas deixando entre si e a pedra, sobre que tem corrido, um vácuo de 4 braças, atirão-se de um só jacto sobre as pedras que se veem em baixo da Cachoeira, produzindo-o no embate contra essa muralhas um movimento semelhante ao das ondas contra os arrecifes nas praias: os borbotões d'agoa elevam-se ahi a uma grande altura, d'onde resulta a permanente existência de uma neblina expessa, que em tempo sereno conserva-se prairada, e em tempo de forte briza, transformando-se em chuva, vai cahir longe, regando assim o terreno adjacente à cachoeira, na distância de 20 braças.

Segundo affirmão, moradores de perto da cachoeira, algumas pedras, que embaixo della parecião estar eternamente condennadas a soffrer com paciência a queda das ágoas, tem rolado com estas com um estampido que se faz ouvir muito longe .

O ruído da cachoeira é tão forte que quando o vento favorece, cente-se à noite em logares que ficão distantes della 3 légoas.

A margem sul do rio embaixo da cachoeira na extensão de 20 braças de largura, assemelha-se em certa épochas do anno a um jardim de flores roxas, amarellas e brancas que se veem pendentes aos pequenos arbustos, únicos que se notão n'aquella extensão, e que só recebem as criptalinas gottas que, da neblina elevada sobre a cachoeira, sob elles arremessa a briza.

É do meio deste jardim; é pisando este tapete de relva, esmaltado de flores, que o homem contempla o bello majestoso da cachoeira, e, quando tócos de madeira, levados, pela corrente, chocão-se entre si, ouve sons armoniozos às vezes, às vezes um rufar semelhante a uma caixa de guerra, e às vezes uma gritaria, como se ahi estivessem muitas pessoas fazendo algazarra: é d'hai ainda que, além destes calhaos de pedra que, atirados uns sobre outros, são um monumento histórico do dilúvio universal, dessa revolução violenta e súbita, que soffreu a terra por causa dos pecados do homem: além dessas massas de granito, que a sciência tem reconhecido, terem sido em estado líquido; e além dessa ágoas, que por um machinismo maravilhoso, que trabalha sem fadiga e constantemente, rolão para margem, deste partirão, para d'ahi partirem ainda, a fim de saciar tudo, terras, homens, animais e plantas: o homem com pasmo observa, através da nuvem de fumaça, arcos-ires produzidos pelo reflexo dos raios do sol, quando este rei dos astros, subindo do seu leito, começa a lançar-se como um gigante em sua carreira; aprendendo assim o homem que a luz imcomprehensível em sua essência inesplicável em sua velocidade, e provocando uma, indivisível e de uma só côr, multiplica-se e divide-se em muitas côres differentes para variar ao infinito o quadro da natureza inteira. O encarnado da rosa, o amarello dourado da laranja, o amarello alvacento dos trigos maduros, o verde da primavera, o azul claro da abóboda celeste, o azul ferrete do anil e o colorido modesto da violeta são as 7 cores, em que o mesmo raio do sol se divide por uma gota d'agua, e que estão nas mesmas relações entre si, que as 7 notas da música; e comtemplando-as na cachoeira o homem, cuja alma se arrouba e remonta à sua origem para bendizer o Eterno Pintor, que só poderia fazer tais maravilhas, tendo mais esta opportunidade de considerar no mystério, que encerra o número 7, além das que offerece a Scriptura que diz: que Deus fez e santificou o Universo em 7 dias; que diante do seu Throno conservão-se em pé 7 Anjos ou Espíritos; que diante da Arca Santa Luzia a candeia de ouro de 7 braços; que o anno da remissão era annuniado por 7 trombetas de júbilos, que o Livro eterno é fechado por 7 sellos; que o Cordeiro que os rompe tem 7 cornos ou raios, 7 olhos ou espíritos; que o sól da justiça se comunica a nós por 7 sacramentos ou irradiações differentes; e que o espírito da charividade se comunica por 7 dons ou raios diversos: o homem, repito, vê que a luz e a palavra creada são, uma por suas 7 cores principais e a outra por seos principais tons, uma sombra e como um écho da luz e da palavra encreadas, e que assim como um mesmo raio absorvido deixa ver o preto, que é a ausência de toda a cor como o negro do ébano; dividido, deixa ver as côres intermediárias como o preto e o branco, e reunido faz apparecer o branco, que é a reunião dessas côres intermediárias como o branco do lírio; assim também os diversos raios da luz increada absorvidos ou annulados pelos homem, não deixão ver nelle senão a ausência da luz, a ausência do bem, a ausência da vida, enfim as trevas, o mal e a morte, a que é condenado e reprovado; fielmente reunidos um com outro, nelle fazem brilhar o explendôr dos perfeitos, isto é, uma imagem do explendôr, da vida e da perfeição divina; e conservados em parte n'outro fazem luzir nelle traços de eterna belleza."

Descrição da cachoeira da Fumaça, escrita, provavelmente, da década de 1870, pelo padre Manoel Pires Martins e transcrita do Livro Tombo da Freguesia do Alegre, folhas 19v até 20v (transcrito do Livro Tombo do Itapemirim, documento número 75).

Extraído do Livro "NOSSAS RAÍZES - O ALEGRE ATÉ O ANO DE 1920: FATOS E BIOGRAFIAS" Autor: Carlos Magno Rodrigues Bravo
 O PARQUE

O Parque Estadual da Cachoeira da Fumaça foi criado através do Decreto nº 2.791-ES (24 de agosto de 1984) e complementado através do Decreto nº 4.568-E (21 de setembro de 1990), quando então o Governo do Estado, atendendo uma demanda dos moradores dos municípios de Alegre, Guaçuí e Castelo e de outros Estados da Federação, desapropriou uma área de 27 ha, coberta basicamente de pastagem, mas que continha em seu interior a cachoeira do rio Braço Norte Direito ou Cachoeira da Fumaça, que atraía milhares de visitantes devido à sua grande beleza cênica.
A sua cobertura original é do tipo Floresta Estacional Semidecidual, que, ao longo dos anos, foi sendo recomposta, com plantios de essências nativas/frutíferas. Apesar de suas dimensões implicarem em uma fauna reduzida, observou-se, com o replantio, o retorno de aves e pássaros como siriema, beija-flor, rolinha, bem-te-vi, gavião, jurutí, dentre outros.
O rio Braço Norte Direito além de contribuir com a beleza cênica do local, através da Cachoeira da Fumaça com seus 140 metros de queda, é um afluente do rio Itapemirim, abastecendo vários centros urbanos.

O acesso ao Parque está completamente pavimentado.
O estacionamento comporta 72 veículos.





Fonte:http://www.alegre.es.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=162&Itemid=108



Eu já fui:

A rodovia que dá acesso à cachoeira é "pista simples", com muitas curvas e sinalização de trânsito precária, portanto muita ATENÇÃO!!! O acesso à Cachoeira é bem sinalizado! Não dá para se perder... será necessário sair do asfalto principal e descer uma forte ladeira (calçada com paralelepípedo), estive lá em julho desse ano (2012), as margens dessa ladeira estava com o mato alto precisando de podagem!

 Na entrada do Parque existe o Centro de recepção ao turista; onde conhecemos a história da Cachoeira, seus limites... Tudo isso explicado por profissionais capacitados e bem treinados, que utilizam instrumentos como mapas e fotos para apresentar os dados.
Abraço para o Vinícius, acho que é Vinícius mesmo quem nos recepcionou! rs


Centro de recepção ao turista
Foto: Érika Mezabarba

Também possui um espaço destinado à venda de artesanato, doces... produzidos pelos moradores da região:
Artesanato da região
Foto: Érika Mezabarba

Dentro do Parque (onde os turistas entram) esta muito bem cuidado, possui estacionamento com sombra, espaço destinado às crianças (biblioteca, brinquedos...)

 Foto: Arquivo pessoal

Mesas e banquinhos de madeira espalhados pelo parque, dá próxima vez volto para fazer um pic-nic, pois pode entrar com bebida e comida, mas é proibido fazer churrasco viu gente! A água? é limpinha sim, pelo ou menos no dia em que eu fui estava cristalina, mas bem fria!! rs Existem pequenas piscinas naturais ao redor da Cachoeira, ideal para crianças, mas atenção as pedras são escorregadias e não tem salva-vidas lá não!!!! rs 
Recomendo o passeio!!!!

Acesso:
O Parque Estadual da Cachoeira da Fumaça está localizado no Município de Alegre, distante aproximadamente 33 Km da sede municipal e 228 Km da capital do Espírito Santo. O acesso se dá por estrada pavimentada com calçamento de paralelepípedo, em perfeitas condições de tráfego de veículos de pequeno porte.

Partindo de Alegre, o acesso se dá pela BR-482, sentido Guaçuí. A 10 Km de Alegre, no distrito de Celina, o turista deverá seguir à direita pela rodovia ES-185 sentido Iúna. A estrada de acesso à Cachoeira estará a cerca de 20 km. Existe sinalização turística indicativa do Parque Estadual.

Quem vem de Minas pela BR-262 (Belo Horizonte - Vitória) deve entrar à direita no trevo de Iúna. Depois de passar por esta cidade, continuar em direção a Alegre. Cerca de 10 km após o município de Ibitirama está a indicação do acesso à Cachoeira, à esquerda.

Quem vem do Rio de Janeiro (Bom Jesus do Itabapoana), deve seguir até Guaçuí e depois sentido Alegre. Celina fica 10 km depois, onde se entra com direção a Iúna.
Funcionamento:
O órgão responsável pelo Parque Estadual é o IEMA (Instituto Estadual do Meio Ambiente), do Governo do Estado. Para visitar a Cachoeira da Fumaça não é necessário marcar com antecedência, a não ser que seja um grupo grande de pessoas. Neste caso, é bom agendar a visita. O número de visitantes é de 610 pessoas/dia.

Não existe área de camping dentro do parque. Entretanto, anexo à Cachoeira da Fumaça existe um restaurante e lanchonete que possui área especifíca para acampamento. Recomendamos que, caso queira acampar no parque, entre antes em contato com o IEMA (www.iema.es.gov.br).
O IEMA publicou no dia 15 de dezembro de 2010 a Instrução Normativa n° 09, que estabelece normas de visitação e utilização das dependências do Parque Estadual da Cachoeira da Fumaça. No documento está especificado aspectos importantes para quem desejar visitar o parque, tais como condições de camping (é proibido), alimentação, banho, animais domésticos, entre outros. Para baixar a Instrução Normativa, clique aqui.

O Parque funciona todos os dias, das 08 às 17 horas. O acesso é gratuito. Contatos através do e-mail
--> pecf@iema.es.gov.br --> Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. --> ou pelo telefone (28) 9904 4824.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Celina

Vista da cidade
Foto: Adilson Caseli


Escola Sirena Rezende Fonseca
Onde eu estudei!!!


       A estação no dia da retirada dos trilhos com a máquina a vapor ao lado dela, em 1973. Foto Adilson Cazelli
                        Fonte da imagem: http://www.estacoesferroviarias.com.br/efl_ramais_2/celina.htm


HISTÓRICO DA LINHA:
 O Ramal Sul do Espírito Santo, assim denominado pela Leopoldina teve sua origem na E. F. Sul do Espírito Santo, que tinha uma linha construída na região de Vitória e pertencia ao Governo do Estado do Espírito Santo, e na E. F. Caravelas, ambas adquiridas pela Leopoldina em 1908. A Caravelas partia de Vitória para Castelo, de um lado, e para Rive, do outro, bifurcando na estação de Matosinhos (Coutinho). Estes trechos estavam prontos desde 1887. Para chegar a Minas Gerais, na linha do Manhuaçu, como rezava o contrato, a Leopoldina levou cinco anos, abrindo o trecho Rive-Alegre em 1912 e até Espera Feliz, ponto final, em 1913. No final dos anos 60, o trecho Cachoeiro-Guaçuí foi suspenso para passageiros e finalmente erradicado em 26/10/1972. O outro trecho, Espera Feliz-Guaçuí, transportou passageiros até a sua erradicação, em 05/11/1971. Sobram ainda trilhos desde Cachoeiro até próximo à estação de Coutinho, para transportar mármore e granito das diversas serrarias dessas pedras que existem na região.


A Estação após a reforma, onde atualmente funciona a agência de correios e cartório da cidade.
Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjEniqX7MmTO9KL0qGgErZP2H4xBk_51iARDUT_aYhG-ZND2R_AxLFXfexL06UYP8NzOtjb4RMd0KFdu1QPxnRNCePDevKkcDlFYFeS3OnFk2xsUuX60lyJSCT6FyXZCdfmlHV3Wxz_lIAt/s1600-h/fies15+028.jpg



A ESTAÇÃO: A estação de Celinafoi inaugurada em 1913 (*), no prolongamento do ramal, aberto entre Alegre e Espera Feliz, na linha do Manhuaçu, em Minas Gerais. Há fontes que citam a data de 24 de setembro desse mesmo ano, e até em maio do ano anterior, 1912. "Consegui através de uma Sociedade dos Amigos de Celina (SOCELI) salvar e restaurar a nossa estação ferroviária, motivo de muito orgulho para todos nós celinenses. Hoje ela está totalmente restaurada, como os ingleses a construíram no inicio do século passado, e abriga o cartório de registro civil e a agência dos Correios do distrito de Celina. Em breve ainda este ano, vamos também instalar no seu interior, um posto bancário do BANESTE. A sua inauguração ocorreu em maio de 1912, segundo dados que encontrei nos arquivos da rede ferroviária federal no Rio de Janeiro. O trem de passageiros foi desativado em 1967, os trilhos foram arrancados em 1972 e presenciados por mim, que lá morava, com muita tristeza" (Joseni Gouvêa, 11/2005). 


 Casarão antigo próximo à estação



Encontrei na internet comentários de internautas sobre Celina, muitos que moram na cidade e eu os conheço:


Celina, cidade pequena, clima gostoso, pessoas gentis e acolhedoras, qualidade de vida para crianças, principalmente, porque ficam a vontade para andar por toda a vila com liberdade. E tenho certeza do que falo pois moro aqui e tenho duas filhas, de 11 e 8 anos, que acham e falam daqui como se fosse um paraíso
Por: Marilândia


Celina distrito do município de Alegre,230 km distante de Vitória capital do ES, com aproximadamente 5.000 habitantes(2009) e altitude de 628 metros na base da Estação Ferroviária da antiga Estrada de Ferro Leopoldina,contruida em 1912 e restaurada em 1991/1992, pelos Celinenses, por intermedio da Sociedade dos Amigos de Celina - SOCELI, é conhecida pela chamada geração de ouro,título dado pela grande professora Hilma Cabral, aos seus ex alunos que entre os anos 60 e 90 se tornaram profissionais dos mais variados campos do conhecimento, notadamente da engenharia, tendo esse pequeno distrito formado mais de 100 engenheiro nos últimos 30 anos.O clima agradável e a proximidade (16km) da Cachoeira e o Parque Estadual da Cachoeira da Fumaça,fazem deste pequeno distrito, um ponto de partida para o conhecimento também, do Parque Nacional do Caparaó, onde se localiza o Pico da Bandeira(2848m) terceiro mais alto do Brasil.
Por: Joseni gouvêa


se existe um lugar que se pode andar na rua sem se preocupar em ser assaltada esse lugar e CELINA , pequena acolhedora e da pra conhecer a todos os moradores, como se fosse vizinhos da gente , muito bom mesmo , adoro morar aqui , e você tambem pode desfrutar dessa liberdade , e so vir morar aqui pra sentir tudo isso e muito mais , criar sua familia numa boa , abraços .
Por: adriana sousa barros vieira


Tenho orgulho de morar em Celina desde 1956 quando ini- ciei o então curso ginasial no recám criado Ginásio Celinense. Celina de gente acolhedora, amiga,gentil e educada. Celina é Celina !
Por: Maria da Penha Lima Fraga


morei em celina na decada de setenta tenho este lugar no meu coração , me lembro de momentos maravilhosos que vivi neste lugar , os moradores de celina me acolheu como filho , sou muito grato por tudo que fizeram por mim , um abraço e um beijo para todos os moradores de celina
Por: sebastião brasil



Celina , encantadora, dificil não gostar, se procuras paz e sossego achou o local certo
Por: Ronaldo Riguetti

Pense em um lugar aprazí- vel, bem frio quando é inver- no, um lugar onde quase to- dos se conhecem. Esse lugar é Celina,ines- quecível para todos os que aqui moraram mas que por algum motivo tiveram que se mudar, no entanto,leva- ram Celina e suas lembran- ças no coração.
Por: Maria da Penha


e com lagrimas nos olhos qeu começo arelembrar cada momento que passei durante 18anos de minha vida na querida celina. desde daminha querida escola sirena rezende fonseca, meus mestres: valesca,penhafraga,rutinha kob,dona celi , dona terezinha, dona maria do carmo ,izilda , marilda eupidio, dona maria luiza, donamaria magnolia,jaime, viviane, meus 3 GRANDES AMIGOS AURELIORAMOS DE OLIVEIRA FILHO DO SEU MINEIRO, ELIZIOESCOBAR, WANDERLEY CAMPOS PEREIRA,QUANTA SAUDADE. na epoca o destino nos fez buscar a cidade grande, meu ultimo pedidoa minha esposa e meus filhos quando DEUS me convocar que eu seja sepultado na minha terra natal.
Por: wilian bittencourt filho


meus pais,meus irmãos e eu somos nascidos em celina.Deixei Celina ainda criança voltei algumas vezes já levei meus filhos para conhecer,e tenho muitas saudades das enxurradas em dias de chuva nas quais eu passeava perto da antiga estação de trem,quando voltava das aulas do G.E.Olga Coutinho.tenho inúmeros parentes morando aí.Celina está como deve ser bonita,tranquila e acolhedora.
Por: verginia maria rodrigues


Celina é demais, vivo aqui a bastante tempo não troco esse lugar por nenhum outro!!!
Por: Ana


O que dizer de Celina? Meu pedacinho de chão, onde fui criança. adolescente, jovem e hoje quase um veilho. Aqui atualmente vivo com meus filhos que desfrutam de uma formação maravilhosa, que tenho certeza, não teriam se vivessem em outro lugar. A paz aqui reina. Vou então repetir uma frase que escrevi no meu livro: "o que nos enche de orgulho é quando passa por aqui alguem que afirma: como eu gostaria de viver aqui!!!"Por: miguel lima


Eu já fui:

Celina é distrito de Alegre-ES!
Fica próxima da região do Caparaó e fica também bem próxima à Cachoeira da Fumaça (cartão postal de Alegre).

Sobre os eventos da cidade:
Em junho/julho são realizadas festinhas juninas e julinas, com direito a fogueira e tudo!
E em setembro as escolas organizam o desfile de 07 de setembro!

Bom... essa é minha cidade, apesar de ter residido na zona rural (distante alguns km.), foi nessa cidade onde estudei, fiz grandes amigos e vivi bons momentos de minha vida!

Realmente... uma cidade pequena, onde todos se conhecem e as pessoas são muito solidárias! Se uma pessoa adoece... todas as igrejas e todos os moradores oram pelo enfermo! Se alguém falece... a cidade toda chora e segue o cortejo até o cemitério.

Lá... você vê lindas casinhas coloridas, muito bem cuidadas pelos moradores!
Sinto uma sensação muito boa quando ouço os sinos da igreja tocar! A tranquilidade da cidade é algo explêndido, as pessoas caminham tranquilamente pelas ruas... os namorados namoram no jardim da Igreja.. enfim... No inverno o frio é intenso, na imagem acima da Estação Ferroviária é notável a névoa na foto! rs

A cidade esta crescendo, hoje já possui mais estrutura como: restaurante, pousada, posto de gasolina e lanchonete!

O casarão abandonado da foto acima era residência de uma tia de minha mãe, a Tia Maria do Carmo. No dia do casamento dos meus pais minha mãe se produziu nessa casa, rs, eu tenho uma foto da minha mãe lindaaaa vestida de noiva descendo as escadas, emocionante olhar para o Casarão e lembrar dessa foto! 

Emocionante também é ouvir a D. Hilma cantar a música da cidade:

Celina cidade pequena
De lindas pequenas, parece um jardim
Celina tem ouro, tem gado
Tem céu estrelado, riqueza sem fim
O teu nome está cheio de glória
Gravado na história deste meu Brasil
Não te esqueço cidade bonita
Cartão de visita dum povo gentil

Hó Celina feiticeira
Majestosa, altaneira
Oh! celina brasileira
Dos meus sonhos tu és a primeira

Celina feiticeira
Majestosa, altaneira
Oh! cidade brasileira
Dos meus sonhos tu és a primeira


Minha saudação aos amigos, familiares e moradores dessa encantadora pequena cidade!!






Acesso:
Sul do Estado do Espírito Santo
Entre Alegre e Guaçuí
Acesso Rodoviário
BR-101 e BR-482

Distâncias
210 Km da Capital



Fonte: http://www.ferias.tur.br/informacoes/1846/celina-es.html
http://www.estacoesferroviarias.com.br/efl_ramais_2/celina.htm

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Matilde

 Cachoeira de Matilde. 
Fonte da imagem: http://www.clubedoturismo.com.br/diario/matilde.html

Distrito de Alfredos Chaves, a pequena cidade é cortada por uma estrada de ferro que vai até o Rio de Janeiro e fica numa região montanhosa que lhe confere o clima fresco e muitas cachoeiras. Possui muitos atrativos, entre eles o Circuito Caminho das Águas: Cachoeira Engenheiro Reeve; Estação Ferroviária; Túnel Encantado; Prainha;Vale Santa Maria Madalena (mirante).

Para  estadia você encontra os charmosos chalés, os campings, as pousadas e um hotel. Em termos de refeição, é possível encontrar comida caseira fresquinha e saborosa, como polenta com carne moída, purê de aipim, carré e frango assados, macarronada, além da dupla tradicional arroz e feijão. O serviço, em geral, é self-service e os preços são bons. Nesses restaurantes também encontra-se guloseimas como rosquinhas amanteigadas, biscoitinhos de maracujá e bombons.


Histórico:
Dividia-se em Matilde Velha e Matilde Nova, onde por primeiro se localizaram os italianos, a uns três quilômetros acima da cachoeira. Matilde era distrito e centro de convergência de outros núcleos a nordeste. Meia dúzia de casas, igrejinha, venda, padaria, da qual Dona Matilde era a padeira. A escola construída pelos colonos foi fechada pelo governo, que lá instalou a delegacia de polícia, porque a professora, coitada, lecionava em italiano. A Matilde Nova esboçou-se junto à ponte e à estação da estrada de ferro, que se chamava Engenheiro Reeve, em homenagem póstuma ao profissional inglês, tocaiado com dois tiros de espingarda. Vinha de Iriritimirim, última parada, na época, trazendo doze contos de réis para o pagamento dos operários. Ainda teve tempo de salvar o dinheiro, atirando a maleta numa ramada de espinhos arranha-gato. Eram poucos os moradores de Matilde Nova. O guarda-chaves, Seu Batistella, casado e com filhas, hospedava seu superior hierárquico, Pedro Sposito, agente da estação. A família de maior nomeada era a de Giacomo Provedel. Influente negociante e homem prestativo foi também Ângelo Modulo. Havia o armazém do Lisandro Nicoletti, comprador de café e grande proprietário, estabelecido em Vitória, cujo gerente, em Matilde, era o ferreiro mecânico Aurélio Mainardi. Certa vez Lisandro Nicoletti foi tocaiado por um bando e só escapou porque se fez de morto, depois de receber mais de dez tiros. Só perdeu o animal de sela. Tempos depois tentaram saquear-lhe a casa de negócios. Não foi só o atentado ao engenheiro Reeve que perturbou o sossego da pacata colônia de italianos; oriundos de Treviso, Udine, Beluno e Cremona, chegados de 1880 a 1890, eram boa gente. O distrito contava 370 famílias e foi perturbado várias vezes por bandos de jagunços. De quando em quando os italianos se assustavam. Habitualmente moravam nos fundos de seus estabelecimentos comerciais e a peça mais importante era a cozinha, onde a família se movimentava. por Ralph Mennuci Giesbrecht. 

 
 Linha férrea
Foto:Gizeli de Jesus


 Linha Férrea: O que mais tarde foi chamada linha do litoral foi construída por diversas companhias, em épocas diferentes, empresas que acabaram sendo incorporadas pela Leopoldina até a primeira década do século XX. O primeiro trecho, Niterói-Rio Bonito, foi entregue entre 1874 e 1880 pela Cia. Ferro-Carril Niteroiense, constituída em 1871, e depois absorvida pela Cia. E. F. Macaé a Campos. Em 1887, a Leopoldina comprou o trecho. A Macaé-Campos, por sua vez, havia constrtuído e entregue o trecho de Macaé a Campos entre 1874 e 1875. O trecho seguinte, Campos-Cachoeiro do Itapemirim,foi construído pela E. F. Carangola em 1877 e 1878; em 1890 essa empresa foi comprada pela E. F. Barão de Araruama, que no mesmo ano foi vendida à Leopoldina. O trecho até Vitória foi construído em parte pela E. F. Sul do Espírito Santo e vendido à Leopoldina em 1907. Em 1907, a Leopoldina construiu uma ponte sobre o rio Paraíba em Campos, unindo os dois trechos ao norte e ao sul do rio. A linha funciona até hoje para cargueiros e é operada pela FCA desde 1996. No início dos anos 80 deixaram de circular os trens de passageiros que uniam Niterói e Rio de Janeiro a Vitória. 


Estação de Matilde. Fonte: http://www.clubedoturismo.com.br/diario/matilde.html


Estação: A estação de Matilde foi inaugurada em 1902 ainda pela E. F. Sul do Espírito Santo. Chamava-se à época Engenheiro Reeve. Este nome foi pouco depois alterado para  Matilde, que era mesmo o nome do povoado que ali existia, e transferido para uma estação do ramal Sul do Espírito Santo, entre Espera Feliz e Coutinho. A estação ficava próxima à ponte da ferrovia sobre o rio Benevento. A linha havia chegado aí e parado, em 1902. A Leopoldina retomou as obras com o objetivo de levar a linha até Cachoeiro do Itapemirim. A época da greve dos operários da E. F. Vitória a Minas coincidiu com a retomada da ligação ferroviária Matilde-Cachoeiro de Itapemirim, pela Leopoldina (em 1907). A celebrada Estrada Sul do Espírito Santo, iniciativa do Governo Muniz Freire, com a finalidade de ligar Vitória a Cachoeiro, estancou em Matilde, quando da crise de 1900. Meu pai foi o primeiro tarefeiro admitido pelo famoso engenheiro Caetano Lopes, chefe da construção. Acampou à margem da ponte sobre o rio Benevente, que logo adiante, 500 metros talvez, se despeja em belíssimo salto de mais de sessenta metros de altura. Foi um sorriso em nossa angustiosa vida de garimpeiros. Depois do salto belíssimo, a paisagem que o rio descreve - erodindo espigões cobertos de quaresmeiras e samambaias, em contraste com o prateado das embaúbas, o verde escuro dos cafezais em pequenos talhões, o milharal em desordem, as casas de colonos de tanto em tanto, com seus telhados agudos ora de zinco, ora pintados a zarcão, ora de tabuinhas negras de caruncho, aquelas capelas devotas com sineiras em torres piramidais - empresta um bucolismo tranqüilo ao povoado que estacionara com a crise do café do fim do século e com a paralisação da construção da estrada de ferro. 



Principais Cachoeiras:

Cachoeira da Matilde
A maior queda é a da chamada Cachoeira de Matilde (62m de queda), onde não é preciso entrar na água para se molhar, o impacto é tão grande que parece está sempre chovendo. É difícil até fotografar sem sair com a lente úmida. Os mais corajosos descem pelas pedras e ficam atrás do véu de água da grande queda, faz um forte barulho lá perto!


 Queda d'agua Cachoeira de Matilde.
Foto: Gizeli de Jesus
 
Para se chegar na cachoeira , deve-se ir para Alfredo Chaves, que fica na Serra Capixaba( a entrada para a cidade fica a 22km ao sul de Guarapari na BR 101 ou  a 13km de Iconha , para quem vem do sul na mesma rodovia) e anda-se mais uns 15km em estrada de terra.Pergunte para os minhocas como se chega lá que não tem erro. É uma cachoeira linda e pouco divulgada no Brasil. Vale muito a pena conhece-lá.

Cachoeira da Vovó
Perto dessa cachoeira tem a Cachoeira da Vovó , que também vale uma visita. Ela é formada pela passagem de um rio relativamente largo por 2 degraus bem altos formando uma cachoeira em cima da outra.


Para quem quer aventura: rapel, escalada, esse é o site da empresa que oferece essa opção:
http://www.planetavertical.com.br/


Eu já fui:
Eu fiz uma caminhada com um grupo de aproximadamente 20 pessoas, saímos de Araguaia  (também distrito de Alfredo Chaves), andamos aproximadamente 11km pela ferrovia, rumo à Matilde. O caminho é cheio de surpresas, encontramos nascentes de água e alguns pontos que dá medo de atravessar, pois os trilhos são estreitos e alguns pareciam ter abismos em baixo.

Chegamos em Matilde, alguns foram descansar, outros conhecer a Estação, é lamentável que a Estação de Matilde esteja abandonada, o lugar possui um grande potencial turístico que merece cuidados de preservação.

A cidade é pequenininha mesmo, mas os moradores e os comerciantes são muito acolhedores. Almoçamos comida caseira em um restaurante, muitas pessoas foram se banhar no rio que passa pela cidade e fica bem próximo das pousadas e dos restaurantes.

   Rio que cito no trecho acima.
Foto: Érika Mezabarba
Pessoal caindo no rio próximo ao restaurante
Foto: Gizeli de Jesus

Depois conhecemos a Prainha (uma cachoeira menor), que forma bacias de água, mas lembra praia mesmo, bem  gostoso lá! Água geladinha rs. 

  Prainha
Foto: Érika Mezabarba Riva

A grande "cachoeira de Matilde" só fomos para conhecer mesmo, pois onde ela se forma não é possível se banhar, devido a força da queda de água, como é mostrado nas primeiras fotos.

Um dia volto lá para conhecer as outras cachoeiras, recomendo o passeio!

Acesso:
Localização: 
Central Espírito-Santense

Limites: 
Ao norte – Marechal Floriano e Domingos Martins
Ao sul – Iconha e Rio Novo do Sul
A leste – Anchieta e Guarapari
A oeste – Vargem Alta
Acesso Rodoviário:
Br 262, entrar no trevo para Araguaia.

81 Km de Vitória-ES


Fonte:http://www.clubedoturismo.com.br/diario/matilde.html+matilde+es&ct=clnk
http://www.ferias.tur.br/informacoes/1931/matilde-es.html