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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

33ª Festa da Polenta - Venda Nova do Imigrante ES

Um pouco da história da Festa da Polenta
A ideia foi de padre Cleto Caliman. Nos dias 7, 8 e 9 de setembro de 1979 aconteceu a primeira festa numa estrutura improvisada no pátio do Colégio Salesiano (hoje Fioravante Caliman). Um público de cerca de 150 pessoas, formado pelas famílias de Venda Nova, degustou a polenta e outros pratos típicos.

De acordo com o relato de um grupo das cozinheiras pioneiras, as irmãs Haydee e Carmem Feitosa prepararam em casa o capelete para 200 pessoas. Os outros pratos foram preparados em um fogão improvisado e servidos no almoço: galinha, batata, arroz, e, é claro, polenta. Na verdade, o encontro mais pareceu uma prévia do que se tornaria, ao longo dos anos, a Festa da Polenta.

A primeira Festa da Polenta de fato aconteceu no Colégio Salesiano, quando foi realizada a primeira missa da Festa com a participação do Coral Santa Cecília. Dona Erlinda Falqueto Caliman, com sua experiência de cozinhar para uma grande família, ficou durante cinco anos à frente da cozinha, junto com Alcino Falqueto, Rafael Zandonade, Angelina Brioschi, Aniceta, Lúcia, Enedina, Cacilda Caliman e outras.

A cozinha era precária. O fogão era um amontoado de quatro pedras, com a chapa que Erlinda levava de sua própria casa, e a cobertura da cozinha era de lona, o que a tornava um verdadeiro forno.
A partir da sexta festa, Rafael Zandonade ficou durante três anos à frente. Ele substituiu o arroz do prato pelo macarrão. Depois Dona Cacilda Caliman Lorenção enfrentou o comando dos fogões durante mais três anos, seguida de Idalete Falqueto (e o esposo), que até hoje estão na equipe. A equipe da cozinha, hoje com cerca de 150 voluntários, tem três coordenadores (um para cada dia de festa) e um geral.

As atrações das primeiras festas se limitavam às apresentações do Coral Santa Cecília, ainda em atividade. Como a comunidade sempre foi muito religiosa, uma missa sempre fazia parte da programação.

A Festa da Polenta seguiu durante muitos anos no pátio do Colégio Salesiano e, com o aumento do público, veio a necessidade do crescimento estrutural e organizacional. Em 1991, o evento ganha personalidade jurídica. Em 1995, construído pela Municipalidade, o Centro de eventos Padre Cleto Caliman passa a abrigar a Festa da Polenta e os demais eventos da cidade.

A Festa da Polenta é organizada e executada por cerca de 1.000 voluntários distribuídos em dezenas de equipes. De cunho filantrópico, após o evento, realiza-se uma assembleia. Neste dia, diante dos associados, a diretoria presta contas e submete o evento a uma avaliação, quando é definida a distribuição dos recursos arrecadados paras as entidades filantrópicas da saúde, assistência, segurança, educação e cultura.



Associação Festa da Polenta - Afepol
De dois em dois anos, os associados da Afepol elegem uma diretoria. Esta diretoria é responsável pelas principais decisões e organização das equipes, por meio de seus coordenadores. As assembleias gerais são anuais, logo depois do evento, quando a diretoria presta contas e submete o evento a uma avaliação. Na ocasião, é definida a distribuição dos recursos arrecadados paras as entidades filantrópicas da saúde, assistência, segurança, educação e cultura.

O presidente e o vice são eleitos pela assembleia de dois em dois anos. Eles convocam voluntários para integrar a diretoria nas funções de secretário, diretores e vice-diretores.

Objetivo: Cultura, Voluntariado e Filantropia 

O objetivo da Festa da Polenta é resgatar e manter viva a cultura do imigrante italiano que colonizou Venda Nova há mais de 100 anos. Ao festejar o alimento que até hoje faz parte da vida das famílias dos descendentes, enaltecemos a música, as danças, as vestes e outros aspetos. Também colocamos diante dos olhos da atual geração e dos visitantes todos os costumes de uma época muito difícil e que deixou muitos ensinamentos.Um dos ensinamentos foi a união e o voluntariado. A família que terminava primeiro o seu serviço na lavoura ajudava a outra e tudo terminava numa grande festa. Assim verdadeiros mutirões tornavam mais leve a árdua luta do dia-a-dia. A força do voluntariado ergueu importantes obras comunitárias e transformou a história do lugar.

Grande parte dos recursos gerados pelos voluntários, que se mobilizam para fazer a Festa da Polenta acontecer, é distribuído entre importantes entidades beneficentes de Venda Nova: Hospital, Apae, Casa da Cultura, Coral Santa Cecília e outros. Uma parcela serve de fundos para a Afepol promover projetos culturais durante o ano e servir de suporte para impulsionar a próxima Festa da Polenta.

Como acontece a Festa da Polenta
O trabalho de preparação da Festa é um ciclo, envolvendo os colaboradores durante todo o ano. Por isso é difícil definir seu início e fim. Assim que termina uma edição todos os voluntários são convocados para uma assembleia. A pauta é a avaliação dos resultados, definição da distribuição dos lucros entre as instituições e determinação de um fundo de reserva. Nessa mesma reunião, são eleitos o presidente e o vice, que formam a diretoria que fica no comando do biênio.

A equipe central começa a se reunir a partir de março, quando são discutidas as diretrizes da Festa da Polenta. Em maio e junho, volta a se reunir com cada chefe de equipe para verificar as falhas da festa anterior e discutir alternativas, desencadeando assim todo o processo de realização do evento. A diretoria cultural começa a fazer contatos com os conjuntos para definir as atrações importadas de outras cidades e estados. Na ocasião, são abertas as inscrições para as candidatas à eleição da Rainha da Festa da Polenta.

Com a programação pronta, no mínimo três meses antes da Festa, a equipe de divulgação se encarrega de distribuir os cartazes e convites para diferentes regiões do Estado e do país. Concorrências são realizadas para definir os principais fornecedores, como cerveja, refrigerante, macarrão, queijos, carnes, vinhos, etc. Um mês antes da festa, a equipe de infraestrutura começa a definir o material para a montagem dos palcos, coberturas, barracas e outros.

Nas semana da festa, o barulho é total. Um corre-corre acontece no Centro de Eventos. A cozinha recebendo os mantimentos, macarrão, queijos, carne de galinha, linguiça... o bar, organizados as cervejas, refrigerantes, gelo. A equipe financeira, montando os caixas e preparando sua estrutura com computadores, máquinas de calcular e outros.

E a festa acontece...

Fonte: http://www.festadapolenta.com.br/v2/index.php


Eu já fui:

Estava ansiosa para conferir a Festa da Polenta, pois só conhecia  a "fama"!!!
Chegando na cidade existe um grande letreiro sob a rodovia, a foto está um pouco escura (tirei na volta):

                                                              Foto: Érika Mezabarba

Chegamos em Venda Nova no sábado pela manhã, aproximadamente umas 10h, conhecemos um pouco da cidade... claro que escrevi sobre Venda Nova, mas em outro post:

http://capixabaquersairdecasa.blogspot.com/2011/10/venda-nova-es.html

Assim que chegamos já era possível notar o clima de festa, pois acontecia o Desfile do Queijo Gigante, desfilava pela cidade também a rainha da Festa da Polenta (juntamente com a 1ª e 2ª Princesa); um carro engraçado (movido a pedais que levava um barril de shop)... entre outros!

 
Desfile do queijo gigante
Foto: Érika Mezabarba


 
Desfile do queijo gigante
                                                                                  Foto: Érika Mezabarba 

                                                                                 Desfile do queijo gigante                                                                
                                                                                  Foto: Érika Mezabarba
 
Uma pena que eles passam muuuuito rápido, "mais parecia uma corrida que um desfile"! Foi engraçado... para eu tirar essas fotos dei uma volta completa por toda a cidade correndo atrás do cortejo!!! kkkkkk Imaginem a cena!!! kkkk

As minhas amigas conseguiram tirar foto com a polentinha, eu nem tive tempo para isso rsrs, essa polentinha era a "estrela da festa", disputadíssiiiiima e ela também estava se desmanchando para acompanhar a corrida e tirar foto com os fãs, tadinhaaaa!!!

                                                                Desfile do queijo gigante   
                                                                                      Foto: Érika Mezabarba

A corrida deu fome, vamos almoçar? Fomos para o Centro de Eventos onde acontece a Festa. O Centro de Eventos é amplo, bem estruturado, equipado com vários palcos, lixeiras, banheiros limpos e vários stands com opções de comidas típicas, produtos caseiros, artesanatos...

                                                                                       Centro de Eventos
                                                                                       Foto: Érika Mezabarba

                                                                Centro de Eventos
                                                                                      Foto: Larissa Comério


                                                                                    Centro de Eventos
                                                                                    Foto: Érika Mezabarba

Pagamos R$10,00 pela entrada (esse valor é só para entrada), lá dentro você paga o que consome, o prato típico por exemplo custava R$10,00. Mas existem outras opções como porções individuais à base de polenta, macarrão, etc... Além de vinho, shop, doce caseiro, chocolate etc..

   Prato típico
     Foto: Érika Mezabarba 

                                                                  Polenta frita
                                                                                  Foto: Érika Mezabarba 

Enquanto almoçamos ouvimos musiquinha ao vivo, durante a sobremesa apreciamos apresentações de danças com o grupo: Flores da 3ª idade.

  Foto: Érika Mezabarba 

                                                            Foto: Érika Mezabarba

E enquanto a gente se diverte muita gente trabalha firme! É o caso dessas duas jovens:

                                                            Foto: Érika Mezabarba 

elas são voluntárias da Festa da Polenta e sabem a importância desse trabalho para as Entidades que recebem recursos do Evento. Parabéns à vocês e demais voluntários por essa linda doação! Isso faz com que a Festa da Polenta seja tão especial.
Nota-se no sorriso de cada voluntário a alegria em fazer parte desse momento, a disposição deles, o carinho com que trabalham! Não é uma festa comercial é uma festa que além do objetivo cultural têm como finalidade ajudar ao próximo!

                                                                Foto: Érika Mezabarba

                                                                                     Foto: Érika Mezabarba

O tombo da polenta... eu não sei explicar e não imagino o que aconteceu, mas o horário divulgado para o tombo na programação era 14h, depois que muitas pessoas (inclusive eu) estávamos posicionadas em local estratégico para fazer "a foto", notamos uma plaquinha com os horários que informava 15h.
Então imagino que por algum motivo o tombo sofreu alterações rs. Por isso próximo as 15h retornei... estava lá novamente, dessa vez em um local não tãaaao estratégico, mas estava lá!!!!
Eis que surge um mágico na frente da panela e começa a fazer uns números, parecia que ele falava para nós (pessoas ansiosas pelo tombo da polenta), mas como ele não tinha microfone e estava no mesmo nível que nós (pessoas ansiosas pelo tombo da polenta), pouca mágica deu para ouvir, ver ou entender rsrsr, sei que vi umas argolas e até pombo teve! Inclusive sugiro que na 34ª festa esse mágico use um microfone e suba em um banquinho kkkkkkk haaa e que solte a pomba prestes ao momento da virada do tacho!!!! Ia ficar legal!!!!!

                                                                 Foto: Érika Mezabarba

Sai o mágico.... entra a rainha e as princesas da festa, milhares de flash, de fotos... o caldeirão começa subir, a multidão começa a gritar... todo mundo emocionado inclusive eu! Nunca imaginei que ver um caldeirão gigante de polenta virando, seria tão emocionante na minha vida, sério mesmo!!!

Foto: Érika Mezabarba


Quero voltar lá com a família, minha mãe com certeza vai chorar rs. E ano que vem quero comer a rapa da polenta, porque rapa de polenta é uma delíiiicia, imagina essa gigante? Mas dizem que é super disputado, eu saí para ver o corte do queijo gigante e não vi a disputa!
                                                                                   Foto: Érika Mezabarba
Aliás... o queijo gigante também poderia ficar em um local de maior destaque na Festa (com mais elevação) para facilitar a visão do público! Quase virei polenta me espremendo para ver o tombo da polenta e depois o corte do queijo!


                                                               Corte do queijo gigante
                                                                                   Foto: Érika Mezabarba

                                                             Corte do queijo gigante
                                                                                  Foto: Érika Mezabarba

Gente.. e as criancinhas? Noss... vestidas à caráter, eu não poderia deixar de falar delas, lindaaaasss, as roupas pareciam delas, caíam tão bem, tão natural! Adorei as criancinhas; adorei a polenta; adorei o trabalho dos voluntários; me emocionei com o tombo (snif, snif), gostei de tuuuudo!!!

 
Foto: Érika Mezabarba
 

 
Foto: Érika Mezabarba
 

                                                                Foto: Érika Mezabarba

Deixo meus parabéns especial aos voluntários!
E toda a população de Venda Nova por essa lindaaa festa!

                                                                Foto: Larissa Comério

Um beijo para as amigas que me acompanharam no passeio: Larissa e Érika (xará).
Um beijo para os primos que moram na cidade: Elaine, Du e Arthuzinho!!!

Venda Nova do Imigrante - ES

História
A primeira colonização do vale do rio Castelo, afluente do Itapemirim, se deu no início do domínio português, através de entradistas que buscavam as tão afamadas minas de ouro e de esmeraldas. Já no século XVII, o entradista Pedro Bueno Cacunda descobriu as chamadas minas do Castelo, nome que se originou, provavelmente, da visão que os exploradores, que vinham do leste, tiveram do portentoso Forno Grande. Formaram-se, de pronto, cinco povoações mineradoras: Barra do Rio Castelo, ou Duas Barras, com Matriz dedicada a Nossa Senhora da Conceição das Minas do Castelo, Caxixe, Arraial Velho ou Batatal, Salgado e Ribeirão do Meio ou Prata.

Com a proibição real de exploração das minas, pena de degredo em Angola e perdimento dos bens, dada em 1710, por ordem de El-Rei D. João V, assim como os ataques dos índios puris, os moradores voltaram à foz do rio, de onde tinham vindo, ali fundando a Vila do Itapemirim. Carta régia de 1816 (quando a família real se encontrava no Brasil e desejava fomentar o processo do Espírito Santo) determinou que as minas fossem reativadas, o que fez renascer o interesse pela região. Na mesma época, o governador Francisco Alberto Rubim abriu estradas de trinta e duas léguas (192 km) cortando a região, pela serra, e ligando Vitória a Mariana, em Minas Gerais. À margem desta estrada, no Vale do Jucu fundou-se a primeira colônia imperial do Estado – Santa Isabel – e no território hoje de Conceição do Castelo, em 1845, o aldeamento Imperial Afonsino, destinado à catequese dos puris, empreendimento que não foi adiante.

Entrementes, o chamado "refluxo das Bandeiras" trouxe milhares de mineiros e sua escravaria, em busca de terras virgens, para plantio de café na região. Grandes famílias se fixaram no vale do Itapemirim e seus afluentes, como os Esteves de Lima, os Teixeira, os Monteiro da Gama, os Ferreiras de Paiva, os Paula Campos, todos luso-brasileiros. Em 1882 começaram a chegar, na região, emigrantes italianos, principalmente do Vêneto e do Trento. O Governo Imperial havia mudado a legislação da imigração, extinguindo as colônias imperiais, em que o imigrante comprava um lote, de modo que os recém-vindos se acomodaram trabalhando como meeiros, nas fazendas de café então existentes, como substitutos da mão de obra afro-brasileira.

Com a abolição da escravidão e exaustão da terra de solos pobres e ácidos (é sabido que o café deseja sempre terra nova ou bem adubada) muitas das fazendas de café do Alto Castelo foram praticamente abandonadas, e alguns fazendeiros as dividiram em lotes que foram, em sua maioria, comprados por imigrantes italianos, que assim realizavam seu sonho de se tornarem pequenos proprietários. Durante meio século o isolamento foi a tônica de vida desses pioneiros bravos e trabalhadores. Castelo que era distrito de Cachoeiro de Itapemirim, com a inauguração da Estrada de Ferro, em 1887, num ramal da linha tronco que demandava Espera Feliz, em Minas Ferais, passou a centralizar o comércio de café da região, e com isto se emancipou, em 1928, da antiga sede.

Conceição do Castelo e Venda Nova pertenciam a Castelo, único centro comercial a que estavam ligadas através de estrada de chão, construída nas serras pelos próprios moradores. Não havia, portanto, grandes perspectivas de progresso para pequenos produtores locais. No entanto, em 1957 inaugurou-se, no eixo leste-oeste, (o mesmo da Estrada do Rubim) a Br 262, de Vitória a Belo Horizonte (futuramente até Campo Grande em Mato Grosso do Sul) a qual, passando por Venda Nova, favoreceu seu rápido crescimento. Em 1963, uma grande campanha popular vitoriosa permitiu a criação do Município de Conceição do Castelo, que Venda Nova era Distrito. Porém, o crescimento de Venda Nova foi tão espetacular que, em pouco, sobrepujava a sede, e transformou-se em Município, em 10 de maio de 1988.

Com a fé reconhecida de seu povo, em sua maioria Católico Apostólico Romano (a cidade forneceu à Igreja muitos Padres e Freiras), com seu pioneirismo na agroindústria, com seu comércio progressista, VENDA NOVA DO IMIGRANTE caminha, a passos seguros, na estrada larga do progresso, encarando, confiantemente o futuro. A história e as histórias de Venda Nova do Imigrante foram contadas, com humor e carinho, pelo saudoso escritor Senhor MÁXIMO ZANDONADI.

Criação do Distrito e Emancipação política
No início da década de 1960 Venda Nova era apenas uma comunidade, formada por mais de 90% de descendentes de italianos, que já aspiravam o sonho de um dia se emancipar. Esta região pertencia ao Município de Castelo e já naquela época a comunidade de Venda Nova tinha representantes na Câmara de Vereadores, pois precisavam defender os interesses do nosso povo, que sofria as mais duras dificuldades. A luta incansável em busca do desenvolvimento unia cada vez mais as pessoas, pois já tinham a certeza de que para se conseguir um lugar no espaço era de fundamental importância agregar forças e agir com sabedoria e inteligência. Foi quando o nosso saudoso Américo Comarela e o Sr. Anécio Paste, em agosto de 1963, na qualidade de Vereadores da Câmara Municipal de Castelo, apresentaram, com o apoio dos demais Edis, um Projeto de Resolução criando o Distrito de Venda Nova. Em 1964, Conceição do Castelo se emancipou de Castelo e na sua área foi incluído o Distrito recém criado de Venda Nova. Este foi o primeiro e importante passo em uma estrada não muito fácil de percorrer, mas com a certeza de que no final dela o sonho se concretizaria.

As pessoas unidas defendiam suas ideias e lutavam em busca dos interesses da coletividade, enquanto que a consciência política foi ganhando espaço e se fortalecendo em todos os setores. O crescimento acelerado da economia, e, o desenvolvimento na região foi tão espetacular que, em pouco, sobrepujava a sede, elevando a receita aos patamares que davam suporte para o então Distrito de Venda Nova se auto-sustentar como Município. Foi então que em meados da década de 1980 os movimentos se intensificaram ainda mais na região, pois todos os moradores viam o crescimento fluir a paços largos e aquela comunidade distrital merecia ser premiada com a sua emancipação. A realização do Plebiscito atendeu a vontade popular, e a Lei nº 4.069, de 06 de maio de 1988, elevou o Distrito de Venda Nova à categoria de Município. Esta vitória representou, sem sombra de dúvida, a soma do esforço conjugado da coletividade, que sempre pautou pelo trabalho e pela união dos grupos sociais na vida em comunidade, dinamizando os esforços em favor dos interesses e do bem comum.

O processo de emancipação de uma cidade é lento e nem sempre fácil de se conquistar. Depois desse benefício, a luta é intensa em busca dos projetos direcionados ao crescimento e que venham sustentar toda uma comunidade. Venda Nova do Imigrante herdou dos seus antepassados a conquista dos objetivos alcançada com o trabalho e a união de um povo. Após a concretização deste fato inédito, no dia 1º de janeiro de 1989 foi instalado o Poder Legislativo e Executivo. Visando fortalecer ainda mais os laços democráticos, vislumbrando maior atendimento às reivindicações dos seus moradores, e tendo como representantes na 1ª Legislatura dois Vereadores da Comunidade de São João de Viçosa, Cleto Venturim e Dejair Vazzoler, foi apresentado um Projeto de Lei, assinado por todos os Vereadores, criando o Distrito Administrativo de São João de Viçosa. Esta Lei nº 016, sancionada no dia 09 de agosto de 1989, fez valer mais uma vez a vontade popular. O povo, unido em comunidade, terá força e voz para vencer todos os obstáculos. Com os seus representantes na Câmara Municipal o interesse da coletividade é prioridade sempre.

Desde a sua instalação, esta é a primeira vez que a Câmara Municipal de Venda Nova do Imigrante realiza uma sessão, ainda que solene, em uma comunidade. Este acontecimento inédito vem marcar uma convivência mais próxima entre o Poder Legislativo e o munícipe vendanovense, mais especificamente com o povo de São João de Viçosa, fortalecendo ainda mais os laços da democracia. Aproximar Vereador e munícipe é o objetivo principal dessa sessão, para que haja uma interação mútua e as pessoas possam conhecer de perto o real papel do Vereador, enquanto este terá a oportunidade de conhecer melhor as questões que envolvem a comunidade.

A Câmara Municipal de Venda Nova do Imigrante soube imprimir na gerência do Poder Público Municipal a prática de buscar o desenvolvimento tendo como base a sociedade organizada. Cada passo caminhado e cada passo que se propõe são o resultado de uma busca coletiva, de um compromisso firmado para que a finalidade seja conquistada, mas com a garantia do resgate e da preservação da cultura de um povo. A Câmara Municipal legisla e fiscaliza conforme a vontade da coletividade, pois o espírito comunitário é o que dá sustentação para as ações políticas e administrativas em Venda Nova do Imigrante.

Significado do Nome:
Venda Nova já tinha este nome antes de os imigrantes chegarem à região. No período em que os portugueses eram donos das grandes terras, havia um casarão antigo que funcionava como casa de comércio e armazém para mineradores. Essa casa, apesar de velha, era chamada de venda nova, já que havia uma outra venda, mais antiga, que ficava em outra localidade.Quando as pessoas queriam ir à região onde ficava a venda mais antiga, elas diziam que iam para a venda velha e quando iam para as redondezas da venda mais nova, falavam que estavam indo para venda nova, e assim surgiu o nome do lugar.

Agroturismo
O Agroturismo surgiu em Venda Nova do Imigrante a partir do costume dos imigrantes de receber pessoas em casa sejam elas familiares ou amigos. Essas pessoas além da hospedagem podiam saborear vários produtos caseiros que eram feitos a princípio para uso doméstico e ao partirem a família que os hospedava oferecia esses produtos para que os visitantes pudessem levá-los como lembrança ou para presentear alguém na cidade. Sendo assim o tempero a arte e as tradições foram se difundindo. Mais tarde descobriu-se que esses produtos poderiam ser mais uma fonte de renda uma vez que eram apreciados e com isso os produtores começaram a vendê-los em suas residências dando início à indústria caseira que começava a contribuir com a renda da casa. Dentre estes produtos típicos destaca-se o tradicional vinho de jabuticaba fabricado há mais de 30 anos com a receita tradicional dos antigos imigrantes.

Principais Pontos Turísticos:
Família Carnielli
Em 1986 a família Carnielli funda a primeira agroindústria destinada à fabricação de queijos. Na Propriedade da Família Carnielli o turista pode presenciar desde a ordenha à produção final recebendo informações de como tirar o leite funcionamento do sistema de gado confinado além do beneficiamento de café arábica. Há degustação de queijos e café e venda de vários tipos de queijos lingüiças doces pó de café e o tempero dos queijos.
Como chegar: Rod. Pedro Cola KM 4 Horário de funcionamento: todos os dias de 7:00 h 17:30 h Telefone: (28) 3546 1272

Fazenda Saúde ( Família Caliman)

Oferece Pesque-pague e restaurante com comidas típicas como a famosa polenta feitas no fogão à lenha área de lazer e fonte de água mineral. O turista pode adquirir vários produtos como: licor e vinho de jabuticaba tomate seco e polenta para fritar.
Como chegar: Rod. Pedro Cola Km 4 mais 02 km Horário de funcionamento: sábados domingos e feriados 10:00 às 17:00 h Telefone: (28) 3546-1528 Grupos – marcar data caso queira durante a semana.
Fazenda Pindobas ( Família Cola)
A Fazenda é muito conhecida por seus queijos e iogurtes. O queijo parmesão já ganhou prêmio em concurso nacional em 2000. Oferece um roteiro de visita pela fazenda mostrando o manejo do gado Nelore e Pardo-Suíço e do moderníssimo laticínio com capacidade de processamento de até 12 mil/litros por dia. Vende vários tipos de queijos como: mussarela bolotinha minas frescal e padrão prato lanche e cobocó ricota e parmesão.
Como chegar: Rod. Pedro Cola km 08 Horário de funcionamento: Seg a Sex 08:00 às 17: 00 h Telefone: (28) 3546-6111
Família Sossai Altoé
Nesta propriedade a maior atração é a visita ao alambique - fabricação artesanal da cachaça Venda Nova. Há também a venda de doces cristalizados geléias conservas picles mel açúcar mascavo pães e biscoitos. Além de fubá de moinho de pedra.
Como chegar: Rodovia Pedro Cola km 1 mais 600 metros de estrada de chão Horário de funcionamento: todos os dias de 07:00 às 17:00h Telefone: (28) 3546-1786
Sítio Lourenção (Família Lourenção)
Famosa no Estado dona Cacilda - personagem de Venda Nova recebe todos os visitantes com muita alegria e simpatia. O Socol (embutido feito com lombo de porco e envolvido numa pele que vem da Itália) tomate seco e cachaça com malte são algumas das delícias encontradas por lá. Visitas à plantação orgânica de brocólis goiaba e lixia ( fruta exótica saborosa originária da China)
Como chegar: BR 262 no km 102 Horário de funcionamento: todos os dias 07:00 às 17:00 h Telefone: (28) 3546-1130

Sítio Busato (Família Busato)

Queijo tipo suíço parmesão ricota iogurte feijão pó de café fubá de moinho de pedra e açúcar mascavo podem ser encontrados nesta fazenda. Visita ao alambique de fabricação artesanal da Cachaça Teimosinha com produção de 12 mil litros por ano.
Como chegar: Rodovia Pedro Cola km 4 5 Horário de funcionamento: todos os dias 07:00 às17:00 h Telefone: (28) 3546-1956
Sítio Retiro do Ipê (Família Brioschi)
Biscoitos caseiros vinho de jabuticaba e doces. Como chegar: Rodovia Pedro Cola km 06 Horário de funcionamento: Todos os dias 07:00 às 17:00 h Telefone: (28) 3546-1024
Centro de Desenvolvimento Sustentável Guaçu Virá.
Métodos ecologicamente corretos e financeiramente viáveis. Produção de pizzas. Como chegar: BR 262 km 98 mais 10 km pela Rodovia dos Produtores – São José do Alto Viçosa Horário de funcionamento: Todos os dias 08 às 17:00 h Telefone: (28) 3546-1436
Casa do Mel
Mel própolis bolos e pães. Acessórios para jardim. Como chegar: Av. Domingos Perim 1226. Horário de funcionamento: Todos os dias 08 as 17:00 h. Telefone: (28) 3546-1705
Associação das Voluntárias em Prol do Hospital Pe. Máximo
Artesanato em tecido em geral em benefício às atividades do Hospital. Como chegar: Horário de funcionamento: Segunda a Sexta das 12 às 17:00h. Telefone: (28) 3546-1470
Loja do Agroturismo
Venda de produtos variados de todos os associados do AGROTUR – VNI. Como chegar: BR 262 km 103 – Anexo ao Hotel Alpes Horário de funcionamento: Todos os dias 08 às 17:00 h Telefone: (28) 3546-2317
Sitio Altoé (Família Altoé)
Tia Cila pioneira na fabricação de biscoitos bolos doces e macarrão. Tia Cláudia – artesanato variado em tecido e madeira de café e doces biscoitos. Como chegar: Rod. Pedro Cola km 01 - Horário de funcionamento: todos os dias 07 às 17:00 h - Telefone: (28) 3546-1128
Sítio Capril (Carmem Altoé)
Venda de leite de cabra e derivados (incluindo sabonete e licor) até 10 pessoas Como chegar: Av. Domingos Perim 181 - Horário de funcionamento: todos os dias 07 às 17:00 h - Telefone: (28) 3546-1239
Orquidário Caliman (Sávio Caliman)
As orquídeas nativas do Espírito Santo são famosas no mundo por apresentarem rica microflora. São mais de 12 mil variedades de orquídeas e bromélias naturais e híbridas que podem ser visitadas em grupos de até 12 pessoas.
Como chegar: Estrada de Lavrinhas km 01 - Horário de funcionamento: todos os dias 08 às 17:00h - Telefone: (28)3546 1136 - Em todas as propriedades há necessidade de marcar data para grupos de turismo. Caso seja passeio individual ou familiar não há necessidade.
Turismo de aventura
Venda Nova é conhecida pelas boas conhecida para a prática de esportes radicais. Conhecida como capital capixaba do motociclismo sedia a Etapa do Campeonato Brasileiro de Enduro de Regularidade e o campeonato estadual que acontecem durante o Enduro da Polenta em fevereiro.
A primeira versão do Enduro da Polenta aconteceu no ano de 1989 por iniciativa de um grupo de amigos esportistas. Estes motociclistas organizaram o Trail Clube da Mata Atlântica que organiza o evento todos os anos que a cada Enduro recebe mais competidores de todo Brasil.
O município possui bons locais também para o vôo livre - são quatro rampas. A Pedra do Já 7 no km 108 da BR 262 é um mirante com rampa para vôo livre. O acesso é somente para veículos pequenos com tração.
A Pedra do rego símbolo da cidade é um dos pontos mais altos com 1.441 metros de altitude excelente para prática de trekking. O Morro do filete com 1.110 metros de altitude abriga mirante e rampa de vôo livre e também boa para rappel com visão privilegiada da Pedra Azul e Forno Grande.
Mirante da Torre de TV
Com 1.189 m vista panorâmica da cidade e ponto de decolagem de asa-delta.
Serra do Engano
Estrada sinuosa cercada por Mata Atlântica chegando a 1.548 m avista-se o Vale de Lavrinhas.
Cachoeira de Alto Bananeiras
Possui sete quedas dágua entremeadas à Mata Atlântica.
Formações Rochosas
Grandes paredões e maciços que circundam o município entre os quais a Pedra do Rego (símbolo do município) com 1.445 m a Pedra do Campo (1.548m) a Pedra do Já Sete (1.211m) as Serras da Povoação e do Rego.

Igreja de N. Sr.ª. de Penha
Localizada em Pindobas construída por volta de 1895 é a mais antiga do município.
Casa da Cultura
Seu museu conta com um acervo de 600 peças além de auditório e pequeno cinema. Telefone: (28) 3546-1425
Oficina de Artesanato
Exibe peças feitas em mármore e granito feitas por crianças carentes como águias tucanos peixes e outros. Telefone (28) 3546 3062.



Eu já fui:
A população é de aproximadamente 20.948 habitantes, cidade maravilhosa de um povo receptivo, alegre e muito feliz. Famosa pela Festa da Polenta, que conheci e relatei no blog:



 Foto: Érika Mezabarba

                                                                 Foto: Larissa Comério

Para quem gosta de desfrutar a natureza a cidade oferece muitos atrativos. O agroturismo é forte na região, várias famílias tradicionais abriram suas fazendas para receber os turistas!

                                                                     Foto: Érika Mezabarba

Recomendo uma visita na lojinha de  agroturismo da cidade, lá você também encontra informações turísticas.

                                                                      Foto: Érika Mezabarba

 
Acesso:
Castelo (ao sul) Afonso Cláudio (ao norte) Domingos Martins (a leste) e Conceição do Castelo (a oeste). Acesso Rodoviário: BR-262 - BR-116 - ES-166 - ES-472
Distância da Capital: 83 km