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sábado, 19 de novembro de 2011

Paneleiras de Goiabeiras

Panela de barro: 400 anos de tradição

Vitor Nogueira
Mãos moldam panela de barro
A produção artesanal de panela de barro é uma das maiores expressões da cultura popular de Vitória e do Espírito Santo. A técnica na produção, assim como a estrutura social das artesãs, pouco mudou em mais de 400 anos, desde quando era produzida nas tribos indígenas.

Nos últimos séculos esse trabalho sempre garantiu a sobrevivência econômica de famílias. As artesãs estão vinculadas à Associação das Paneleiras. As autênticas Moqueca Capixaba e Torta Capixaba, dois pratos típicos regionais, somente são servidos nas panelas de barro por tradição.
Para fazer as panelas, as artesãs retiram a argila do Vale do Mulembá, local situado no bairro Joana D'Arc, na Ilha de Vitória. Do manguezal que margeia a região de Goiabeiras é extraída a casca da Rhysophora mangle, popularmente chamada de mangue vermelho. Essa casca permite extrair a tintura impermeabilizante de tanino, com a qual são pintadas de negro as panelas, quando quentes.

Patrimônio Cultural Brasileiro

A arte de confeccionar as panelas de barro foi herdada das culturas tupi-guarani e transmitida por várias gerações. Desde 2002 o ofício de fazer panelas de barro é reconhecido nacionalmente como um Bem Cultural de Natureza Imaterial e titulado como Patrimônio Cultural Brasileiro.
A inclusão das paneleiras como Patrimônio Cultural Brasileiro foi uma iniciativa do Ministério da Cultura e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A medida se tornou possível por intermédio do Decreto Federal 3.551/2000, que instituiu o registro de bens culturais de natureza imaterial.

Trabalho manual

A modelagem das panelas é feita manualmente. A parede da panela é levantada por meio do uso de roletes ou escavada na "bola" de argila, quando é "puxada". Para isso são utilizados os movimentos das mãos, tanto circulares como verticais, abaulando, arredondando, definindo o formato da peça com a ajuda de ferramentas rudimentares, como pedras lisas, cascas de coco, coité (pedaço de cabaça) e objetos similares. É o mesmo procedimento utilizado pelos povos indígenas que habitaram Vitória há mais de 400 anos.

A característica mais marcante das panelas é a coloração escura. Isto é obtido por meio da impregnação do tanino na peça. A casca é retirada do tronco por meio de golpes de um porrete de madeira. As lascas da Rhysophora mangle, o mangue vermelho, são picadas e colocadas de molho em água doce, para curtir dessa forma em um máximo de três dias.
Vitor Nogueira
Panelas de barro sendo queimadas


Consciência ecológica

Ao contrário do que se possa supor, essa prática não é predatória, porque foi disseminada a consciência de preservação por parte dos "casqueiros". Dessa forma, somente é retirada a casca de um dos lados do tronco, em pouca quantidade. O procedimento não prejudica a árvore, nem o ecossistema do manguezal.

A aplicação do tanino nas panelas é feita da seguinte forma: com uma vassorinha embebida em tanino, bate-se, vigorosamente, na peça ainda quente, imediatamente após sua retirada do fogo. Esse processo de impregnação é conhecido como "açoite". Como resultado, o tanino penetra nos poros da cerâmica, cobrindo fissuras e tornando-a impermeável, servindo também para impedir a proliferação de fungos, que, com o correr do tempo, esfarelam o barro.

Com a coloração escura da panela é possível obter uma melhor concentração do calor, facilitando, dessa forma, o cozimento e a conservação dos alimentos. As panelas, depois de modeladas, ficam em lugar ventilado e protegido do sol até secarem completamente. Só depois é efetuada a queima, não em forno, mas em fogueiras a céu aberto - método bastante primitivo adotado por tribos indígenas.

O processo consiste em empilhar as panelas sobre grossas toras de madeiras, formando o que se chamam de "cama", para permitir, desse modo, a circulação do ar pela parte inferior. Nas laterais e em cima, são colocados pedaços menores de madeira. O fogo é ateado em uma das extremidades, na "cabeceira da cama", e, com a ajuda da ventilação natural, expande-se por todo o conjunto. Dependendo do número de peças, o cozimento pode durar várias horas.

A queima também é feita dentro de um procedimento ecologicamente correto, já que não há desmatamento de árvores da região. Para fazer o fogo são utilizados restos de madeiras, principalmente da construção civil. Apesar desse tipo de madeira nem sempre possuir o melhor poder calorífico, o resultado final é satisfatório desde que o calor produzido seja intenso, uniforme e dure o tempo necessário.
 Fonte: http://www.vitoria.es.gov.br/turismo.php?pagina=paneladebarro


Raiz da cultura popular do Espírito Santo, a legítima panela de barro Capixaba é identificada por um selo de qualidade da Associação das Paneleiras de Goiabeiras. As Paneleiras de Goiabeiras, assim chamadas por ser a maioria das artesãs mulheres, residem no bairro de Goiabeiras, em Vitória, capital do Estado do Espírito Santo. Com competência confeccionam, em barro, panelas, potes, travessas, bules, caldeirões, frigideiras etc, de diversas formas e tamanhos.
O ensinamento, transmitido de pais para filhos, permite que a identidade cultural desta atividade seja mantida com muito poucas alterações, há várias gerações. São avós, mães, filhas e netas exercendo o mesmo ofício. Anteriormente, as Paneleiras trabalhavam individualmente em suas próprias casas. Atualmente, mais organizadas, estão agrupadas na Associação das Paneleiras de Goiabeiras, uma espécie de cooperativa. Trata-se de um galpão onde cada uma, independentemente, produz e comercializa suas próprias peças. Sob o aspecto econômico, a renda que auferem, é significativa no contexto da manutenção de suas famílias. A Associação já se tornou um dos pontos turísticos da cidade, sendo visitada, regularmente, por turistas interessados em adquirir as peças e ver como as mesmas são confeccionadas.

Fonte: http://www.ceramicanorio.com/artepopular/paneleirasgoiabeiras/paneleiras.htm



 Eu já fui:

"Panela de barro, raiz da cultura capixaba" estava ansiosa para conhecer o galpão das paneleiras, ao chegar no local confesso que fiquei decepcionada:

1- Falta de sinalização de um ponto turístico tão importante;
2- Situação de improviso do galpão;


                                                                    Foto: Arquivo pessoal

Atualmente as paneleiras estão em um local provisório; saíram do galpão oficial da associação para a prefeitura realizar a reforma, mas parece que há tempos essa entrega é adiada, encontrei o histórico da espera das artesãs:
E a Prefeitura havia prometido reformar em 6 meses:
Haaa... se eu fosse secretária de cultura ou de turismo!!!!!!! Não iria deixar a situação continuar assim:

                                                                    Foto: Érika Mezabarba 

Bom... o local não condiz com a importância das paneleiras para a cultura capixaba, mas a simpatia delas e a vontade de transformar a argila em panela é algo precioso! Elas permitem serem fotografadas, afinal já estão habituadas à trabalhar sob flashs, pois o espaço está sempre cheio de turistas.

E não têm feriado, não tem final de semana... nada de descanso... sempre tem paneleira com a mão na massa lá na associação!

                                                                 Foto: Érika Mezabarba

                                                               Foto: Érika Mezabarba 



Foto: Arquivo pessoal 
                                                            Foto: Érika Mezabarba

Durante a visita você pode assistir a fabricação das panelas, conversar com as paneleiras (super simpáticas), tirar fotos e comprar a famosa panela!!! rs Você encontra muitas opções de panelas de barro, o preço é justo, compramos uma grande por R$30,00, vi umas pequenininhas de colocar molho (uma graça).

Espero que em breve o galpão novo seja entregue, as paneleiras lutam por mais apoio e melhores condições de trabalho e elas merecem! Torço para que essas mulheres guerreiras  façam muito sucesso pelo mundo inteiro!

Indico esse vídeo com a reportagem sobre as paneleiras, feita por minha querida amiga Raquel:
http://www.youtube.com/user/Carlosafotoplay#p/u/202/n-HfjhGqKKU


Acesso:
Rua das Paneleiras 55 (próximo a faculdade UNIVIX)
Goiabeiras
Vitória-ES

terça-feira, 22 de março de 2011

Visita à Fábrica: Chocolates Garoto

Para os chocólatras de plantão:

Fui na fábrica de chocolates Garoto (2º ponto turístico mais visitado do Estado - só perdendo para o Convento da Penha - Fonte: Chocolates Garoto).
Para quem não sabe a fábrica possui um programa de visitas (o choco tour Garoto); que consiste em uma visita monitorada pelos processos de fabricação de alguns dos deliciosos bombons da marca.


Eu já fui:

Funciona da seguinte maneira... a começar pela data:
Normalmente as visitas são realizadas durante a semana (o que para mim era inviável), mas em época de férias é possível fazê-la no sábado. Agendei... como? Você liga com no mínimo 15 dias de antecedência para (27) 3320-1709 ou escreve para o e-mail: programa.visitas@garoto.com.br.
Importante: Crianças somente à partir de 07 anos de idade!!!


                                                        Que fome de chocolate!!!
                                                        Foto: Larissa Comério

E em um grupo de 08 amigos - fomos nós!!!

                                                     Foto: Daniele Kirmes

É necessário ir com roupas e calçados apropriados (calçado fechado e calça comprida), chegar uns minutinhos antes para realizar o pagamento da taxa R$10,00 e pegar sua credencial. Então você fica tirando umas fotos com os bonequinhos dos bombons para colocar no orkut, no blog... fazer inveja em quem não foi!!! kkkkkkk


O coelhinhoo me tirando da cartola!!!
Foto: Larissa Comério



                                                  Brinquedinho das crianças.
                                                     Foto: Larissa Comério

Somos encaminhados para uma sala onde guardamos bolsas, acessórios (relógios, brincos)... em seguida vamos para uma segunda sala onde recebemos uma proteção descartável: Jaleco, touca... assistimos um vídeo com informações da fábrica e medidas de segurança da visita.
Os grupos que circulam dentro da fábrica são formados de 10 em 10 pessoas, ou seja se você for com 20 amigos, vão ter que formar dois grupos e se for com menos... fará novos amigos chocólatras, que no nosso caso foram dois simpáticos cariocas!!!
Quem nos guiou foi uma estagiária de turismo, se não me engano... Francine o nome da moça! Beijo Francine!!!

O cheiro lá dentro é maravilhooooso, engordo só de imaginar trabalhando nesse local, eu iria lembrar de chocolate o tempo todo e iria querer comer o tempo todo!!! nosss. Visitamos o processo de fabricação dos bombons pré-moldados (feito em formas) e para minha surpresa... o processo é mais mecanizado que eu imaginava... a fábrica é cheia de chocodutos (canos de chocolates que percorrem muitos km. pela fábrica), as máquinas fazem quase tudo, quase tudo meeeesmo.. e funcionam à todo vapor!!!

Durante a visita são feitas duas paradas, onde você come chocolate à vontade, mas ninguém consegue comer muito, é que durante a visita não é possível tomar água, pois só existem bebedouros para os funcionários (o que é uma pena)!!!! rs e você sente todo aquele cheiro e vê tanto chocolate... não consegue comer muita coisa!! rs
Depois da visita até fiquei na esperança de enjoar de chocolate, as pessoas que trabalham lá contam que no início comem muuuuito e depois enjoam... depois que senti todo aquele cheiro, vi e comi tanto chocolate, pensei... vou me curar, mas só piorou: Na segunda-feitra após o almoço lembrei daqueles chocolates à vontade... e acabei comendo um monte!!!! kkkkkkk
Se toda vez que eu  pensar em chocolate, recordar de todos aqueles bombons... vou surtar de vez!!! uauauauauuaua. Mas valeu à pena, bem legal abrir um bombom e saber como ele é feito!!!



                                            Nós, os cariocas e nossa guia!
                                                                       Direto para o  mural dos famosos!!!



                                                    Foto: Tiago Braga

Larissa obrigada pela colaboraçã nas fotos, você é ótima como fotógrafa, mas vamos ter de voltar lá para tirar foto com o serenata e o bombom (os chocolates mais vendidos da Garoto). Não deu tempo de tirar com esses bonequinhos e eu amooooo serenata!!!!!
Pena que Dayane e Mimi não puderam ir!!!!

A visita dura 01:30h, mas não é cansativa e passa rapidinhooo!!! Recomendo é um ótimo passeio!!!!!


Acesso:
Endereço: Praça Meyerfreund, nº 01.
Glória – Vila Velha
Espírito Santo


Contato:

Programa de Visitas (27) 3320-1707, (27) 3320-1708 ou (27) 3320-1709.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Pesquisa aponta preferências dos capixabas

O Top Five é realizado anualmente pela Futura Pesquisa e Consultoria com o intuito de captar qual a preferência dos capixabas na área econômica (produto de exportação) e turística (principais atrativos, praias, cidades e festas) no Espírito Santo. Dessa forma, o Top Five é uma pesquisa que avalia a preferência dos capixabas e permite fazer o acompanhamento histórico dos quesitos avaliados.

O produto de exportação que mais se destaca no Espírito Santo ainda é o café (21,6%). Contudo, esse resultado é 14,7 pontos percentuais menor do que em 2005 (primeiro ano da série). Além disso, o minério de ferro permanece em segundo lugar, seguido do mármore e granito.

O ponto turístico mais importante no Espírito Santo continua sendo o Convento da Penha (43,5%). Em seguida, a preferência do capixaba está nas praias (10,2%). Entre 65,7% dos entrevistados da classe A/B e entre 61,3% dos que possuem ensino superior a escolha do Convento da Penha é maior.

Em relação às praias do estado, o balneário mais bem avaliado pelos entrevistados foi a Praia da Costa (20%). Em seguida tem-se Guarapari (16,7%). A Praia da Costa é a preferida entre os moradores de Vila Velha (31,4%) e Cariacica (31%), enquanto que em Vitória a preferência são as praias de Guarapari (24%). Já os moradores da Serra (26%) acham que Jacaraípe é o melhor balneário do Espírito Santo. As praias preferidas por todos os entrevistados em cada município foram: Vitória – Camburi (38,3%); Vila Velha – Praia da Costa (52%); Serra – Jacaraípe (20,1%) e Guarapari – Praia do Morro (19,7%)

No que tange às cidades do estado, a pesquisa apontou que, para 42,3% dos capixabas, Domingos Martins/Campinho é a melhor cidade de montanha do estado. Em seguida tem-se Pedra Azul (9,2%) e Santa Teresa (5,7%). Em se tratando de melhor cidade para se viver, Vitória se destaca com 17%, seguida de Vila Velha com 15%.

A Festa de Nossa Senhora da Penha (21,9%), o Aniversário de Vitória (9,5%), o Carnaval (8,7%), a Festa da Polenta (6,7%) e a Festa de São Benedito (5,7%) foram considerados os cinco primeiros eventos (festa popular) mais importantes do Espírito Santo.

Os melhores produtos, as melhores praias, atrativos, cidades e festas já foram escolhidos. Agora resta-nos aproveitar cada uma dessas maravilhas da terra capixaba. (2011, site futura)
Fonte: http://www.futuranet.ws/xpesquisas.asp?tb=semanal&id=152

domingo, 5 de dezembro de 2010

Ranking dos pontos Turísticos de Vix e VV

 Outra reportagem interessante:

Confira o ranking dos pontos turísticos de Vitória e Vila Velha

Notí­cia Agora

Se fossem avaliados como são os estudantes, cinco pontos turísticos das cidades de Vitória e Vila Velha estariam aprovados e com boas notas. A apreciação foi feita na manhã ensolarada deste sábado (2), e ficou a cargo, em sua maioria, de turistas de outros estados, que visitavam os locais por onde a equipe de reportagem passou.

Liderando o ranking, ficaram, o Convento da Penha, em Vila Velha e o Galpão das Paneleiras em Goiabeiras, Vitória. Os dois pontos turísticos obtiveram cada uma nota 10 e uma nota sete. Na sequência vieram a Praia de Camburi com notas nove e oito; Praia da Costa com dois oitos; e a Catedral Metropolitana com dois seis. A nota baixa, talvez, fique para o Palácio Anchieta, que apesar das constantes propagandas incentivando o turismo no lugar, se encontrava com as portas fechadas em pleno sábado de feriadão.

"É uma pena que em pleno sábado deste o Palácio esteja fechado", disse o engenheiro mecânico, Tony Dumont,37 anos, natural de Minas Gerais. Ao lado, praticamente, do Palácio estava a Catedral, monumento que Tony acha muito bonito, mas que ele acredita ter que ser melhor divulgado como ponto turístico. "Externamente também está precisando de alguns reparos", completa ele que deu nota seis para o lugar. Mesma nota do aposentado Anadir Custódio do Nascimento, 70, de Colatina, que também é a favor dos reparos no lugar.

Campeão da enquete, o Convento da Penha caiu nas graças do carioca Jucelino Cabral, 49, que esteve lá pela primeira vez. "Gostei muito. Foi um passeio cultural. A nota é 10", diz. A nota seria 10 também no olhar de Marcone Pereira, 28, de Governador Valadares, se não fosse o difícil acesso do lugar. "A subida podia ser mais bem organizada", opina.

Com as mesmas notas do Convento, o Galpão das Paneleiras arrancou a admiração do casal de Brasília Rui Tavares, médico, 57, e Tânia Dias, 54, secretária bilingue. "É muito interessante a produção. Já tinha a panela em casa, mas não tínhamos visto fazer. Dou nota 10", disse Tânia. Rui também gostou do que viu, mas deu sete devido à falta de sinalização no lugar. "Falta sinalização para chegar aqui", afirma.

Praias

As duas principais praias de Vitória e Vila Velha, Camburi e Praia da Costa, foram bem avaliadas pelos visitantes que aproveitavam a manhã de sol do segundo dia do novo ano. Mesmo com notas boas recebidas dos turistas e moradores, uma melhor estrutura também está sendo reivindicada.

Curtindo uma "sombrinha" com os pais na Praia da Costa, Vila Velha, a mineira e gestora de qualidade, Vivian Andrade, 35, ressaltou a beleza do lugar. "A nota é oito, a Praia é muito bonita, mas precisa melhorar a estrutura, com quiosques melhores", opinou. A nota foi repetida pela médica e turista paulistana Maria Izabel, 64, que voltou a Praia da Costa depois de 30 anos. "Tenho muitas boas lembranças daqui. A paisagem é bonita, mas está faltando chuveiro e uma musica", disse.

Já em Camburi, as moradoras de Bento Ferreira, a vendedora Ana Maria Nascimento, 51, e a autônoma Flavia Coelho, 36, concordam que a praia está muito boa, mas ainda faltam quiosques e banheiros. "Tá muito boa a Praia, está sempre Praia . O que está faltando agora é banheiro, quiosques e chuveiro", disse Flavia. "A Praia melhorou muito. Tá bonita. Mas ainda faltam os quiosques. Quem quiser comprar alguma coisa tem que atravessar a avenida", reclama Ana Maria.

Visitação

Em fevereiro o farol de Santa Luzia, que fica no Morro do Moreno, em Vila Velha, vai estar aberto. Há quatro meses um dos principais cartões postais do Estado não recebe turistas. Segundo o secretário de turismo de da prefeitura, Antônio Ramos, o farol fechou as portas por conta do término do prazo de um convênio entre PMVV e Capitania dos Portos, mas o mesmo convênio já está sendo fechado para que o lugar receba os turistas aos sábados, domingos e feriados. "Queremos transformar, no futuro, o farol no principal ponto de visita do nosso município", disse Ramos. "A prefeitura vai fornecer monitores para orientar os visitantes e ficará responsável pela manutenção e limpeza do local", afirma o secretário.

Fonte: http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2010/01/583731-confira+o+ranking+dos+pontos+turisticos+de+vitoria+e+vila+velha.html

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Praia de Camburi

Foto: Érika Mezabarba Riva

Localizada na parte continental (zona norte) da cidade, é também a maior praia da capital, com 6 km de extensão; um dos principais cartões-postais de Vitória. Abrange quatro bairros: Camburi, Jardim da Penha, Mata da  Praia e Jardim Camburi. É bastante frequentada e tem a melhor estrutura (hotéis, restaurantes, bancos...).

O calçadão, extenso e organizado, com iluminação noturna, foi recém reformado, agora conta com uma nova ciclovia, áreas para descanso e contemplação da paisagem e possui também áreas de estacionamento. Para quem gosta de esporte, o local oferece várias alternativas, é comum encontrar pessoas caminhando, andando de bicicleta, skate e patins.  A praia possui uma larga faixa de areia proporcionando a prática de frescobol, futebol e cooper além de se ver ao longe nas águas, o pessoal do surfe e kite-surf.

 No verão, a praia se torna palco de atrações especiais, são shows, concertos, jogos e apresentações promovidas pela Prefeitura de Vitória, que monta uma arena com uma vasta programação cultural e esportiva, atraindo um grande número de pessoas à praia. Sedia também grandes eventos esportivos, como torneios nacionais e mundias de vôlei de praia, futebol de areia, campeonatos de vela, dentre outros.

Na época de final de ano a Prefeitura organiza um show pirotécnico e variadas atrações culturais e musicais para animar a virada de ano. 

Essa Praia possui dois píers o  mais famoso; da Iemanjá e outro na parte sul; onde são atracados barcos de passeio.


Monumento a Iemanjá:
Localizada no Píer de Iemanjá no começo da Praia de Camburi (sentido Praia do Canto – Jardim da Penha), destaca-se pela homenagem a Iemanjá, divindade da cultura afro-brasileira. A obra é de Iannis Zavoudakis, artista grego radicado no Espírito Santo. Inaugurada em dezembro de 1988, o monumento é feito em concreto armado e traz a Rainha do Mar com os braços abertos e vestes azul celestial. O local é muito procurado para pesca com vara. 




Passeio Escuna Cores do Mar:
Passeio de barco pelas praias de Vitória e Vila Velha, tem duração de aproximadamente duas horas. Com saídas do Píer de Iemanjá às 10:00 h e 15:00 h, de Quarta à Domingo. No horário da manhã o passeio se dá pelas Praias de Vitória (passando pelas Ilhas do Frade e Ilha do Boi), até a Praia da Costa em Vila Velha, onde as pessoas podem se refrescar com um mergulho. No horário da tarde o passeio é feito até o Museu Ferroviário, passando pelas praias de Vitória, Terceira Ponte e Porto de Vitória.
Mais Informações: (27) 9914-0843 / (27) 9989-5107

Grupos acima de 25 pessoas
Saída às 09 horas da manhã (retorno as 15 horas) do píer da Santa Iemanjá.
Roteiro: Praia de Camburi , Porto Tubarão ,Terceira Ponte , Praia da Costa , Ilha das Caieiras e Manguezal.
06 Horas de passeio; almoço á bordo ( moqueca capixaba ) com arroz branco; 01 hora de pescaria de pequenos peixes com varinhas de bambu; 30 minutos de banho para quem sabe nadar , com a escuna à deriva. Bebidas não estão inclusas.
Valor por pessoa: R$60,00.
Contato: Paulinho 27-3317-7435 ou 9857-6745 paularafaela@oi.com.br


Eu já fui:
A triste verdade é que as águas da praia não são nada limpas, uns dizem que é o esgoto lançado ao mar, outros que são resíduos das grandes empresas situadas nessa região. Alguns pontos da praia são sinalizados como "próprios para banho", mas eu, como a maioria das pessoas, não me arrisco nessa água não, curto o calçadão e a areia para tomar um sol!!! Mas também existem muitas pessoas que se banham nessa praia!

Na altura do bairro de Jardim Camburi existem quiosques novos e equipados com chuveiros, já na altura de Mata da Praia e Jardim da Penha não existe nenhum quiosque nem chuveiros, o que é uma pena!!

Recentemente foi instalada no calçadão uma academia ao ar livre, para o público da terceira idade! Na altura ali do Banco do Brasil!

O calçadão esta em ótimas condições e é um ótimo local para caminhar, correr, patinar...A faixa de areia é bem ampla mesmo, normalmente esta limpa, mas sinto falta de mais lixeiras espalhadas pela Praia. E o Pier de Iemanjá é um local de frente ao mar, onde a vista é linda!!!

Ainda não fiz o passeio de escuna, mas deve ser emocionante!!


Acesso:
Na Avenida Dante Michelini, em frente aos bairros de Jardim Camburi, Mata da Praia e Jardim da Penha.


quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Convento da Penha


Também chamado de "santuário do perdão", localizado no bairro mais antigo do município, o Convento é uma das mais belas e antigas construções do Brasil Colonial e testemunho de grandes acontecimentos históricos e milagrosos. É o mais antigo santuário mariano do país, localizado a 154 metros de altitude, foi construído sobre um rochedo em 1558, pelo frei Pedro Palácios. Do seu alto é possível avistar Vila Velha, Vitória e alguns municípios vizinhos.

Conta a história, que o convento foi erguido depois que a imagem da padroeira, trazida de Portugal a pedido do Irmão Frei Pedro Palácios, sumira e fora encontrada pelos índios no alto do rochedo. Como o fato se repetira, o frade franciscano Pedro Palácios resolveu construí-lo sobre a enorme rocha de difícil acesso.

Nossa Senhora da Penha é padroeira do Espírito Santo, por isso, em abril, se reúnem no convento fiéis de todo o país para celebrar a Festa da Penha.

É possível fazer a maior parte do percurso de carro, mas também existe uma trilha calçada com pedras rústicas margiada de resquícios originais da Mata Atlântica, com diversas espécies de plantas e animais silvestres. Esse caminho é conhecido como a Ladeira da Penitência ou a Ladeira das sete voltas, sua existência data da fundação do Convento, tendo já passado por ela personalidades importantes de cenário religioso e político do País, a exemplo do Imperador Dom Pedro II e sua comitiva em 1860. O seu calçamento de pedras é produto do trabalho dos escravos, que ocorreu pelo ano de 1.643, iniciativa do Frei Paulo de Santo Antônio, tendo sido entre 1774 e 1777 renovado e que perdura até os nossos dias. A subida pela Ladeira da Penitência resulta numa caminhada de 457 metros.



Na base do convento são encontradas lanchonetes, lojas de suvenires e transporte para subida e descida.

O Convento possui em seu acervo a tela de Nossa Senhora das Alegrias, trazida da Escola Ibérica do início do século XVI pelo Frei Pedro Palácios, é uma pintura a óleo de autor desconhecido, tida como a mais antiga existente em solo americano. Há também murais de Benedito Calixto.


No Convento existe um museu (taxa de entrada R$1.00), sala dos milagres (onde é depositado cartas, presentes, fotos que os fiéis enviaram para N. S da Penha), lojinha de artigos religiosos, onde você encontra água benta gratuita (se você não tiver recipiente pode adquirir uma garrafinha por R$1.00).

Assistam essa reportagem sobre o convento:

http://www.youtube.com/watch?v=9coAeOoatZo

As missas são transmitidas pela Rádio América ao vivo.

Horário das missas:
De 2a a 6a feira  06h; 07h; 08h; 09h30 e 15h
Sábado  06h; 07h30; 09h; 11h e 15h30
Domingo 05h; 07h; 09h; 11h, 14h e 16h 

Confissões:
Diariamente- das 08h às 11h e das 14h às 16h30

Museu e Sala dos Milagres:
Diariamente- das 08h 'as 16h45

Secretaria do Convento:
Diariamente -das 07h10 às 16h45


Eu já fui:
Um ótimo passeio espiritual, o acesso pela trilha é bastante íngrime, as crianças adoram esse caminho pelo fato da proximidade com a natureza e os bichinhos (pássaros, macaquinhos, borboletas...). Recomendo que as pessoas idosas subam de carro até o estacionamento (poucas vagas) ou utilizem as  vans que ficam logo no início da subida pelo valor R$2,50.

Lembrando que em dias de Festa não é permitida a subida de veículos.

A vista lá do Convento é encantadora, o mar azul os prédios, a 3ª Ponte ligando Vitória a Vila Velha, até a fábrica chocolates garoto dá para ver de lá. Os amantes da fotografia irão adorar!!

A estrada por onde passa os carros até o mês passado estava bem tumultuada devido à obras de melhorias na mesma. Um outro problema é que logo no início da subida que dá acesso ao Convento, muitas pessoas adoentadas, aleijadas... se aglomeram para pedir esmola aos devotos.

Acesso:
Rua Vasco Coutinho, s/n 
Centro - Prainha
Vila Velha / ES